Mobilização Nacional para Renegociação de Dívidas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (4) o início de uma mobilização nacional com duração de 90 dias voltada para a renegociação de dívidas, no contexto do Novo Desenrola.
Início da Iniciativa e Condições de Desconto
A mobilização terá início na terça-feira (5) e prevê descontos médios de 65%, além de taxas de juros que podem chegar a até 1,99% ao mês.
Com a inclusão de dívidas rurais no programa, o alcance da política se amplia, trazendo os produtores da agricultura familiar para o esforço de renegociação das suas obrigações financeiras.
Benefícios e Extensão do Programa
O programa já beneficiou aproximadamente 507 mil produtores e será estendido, com o prazo reaberto até 20 de dezembro de 2026. A expectativa é que mais 800 mil agricultores sejam atendidos, totalizando cerca de 1,3 milhão de pessoas beneficiadas.
Segundo Durigan, a proposta visa reduzir o endividamento das famílias brasileiras e permitir a reabertura do acesso ao crédito sob condições mais sustentáveis.
Objetivo da Mobilização
Durigan afirmou que “a mobilização busca retirar a angústia do nome negativado e, ao mesmo tempo, reabrir o acesso a um crédito melhor”, um ponto destacado durante o lançamento do programa.
Descontos para Dívidas de Cartão de Crédito e Cheque Especial
Para dívidas relacionadas a cartão de crédito e cheque especial, o desconto mínimo será de 40% para aquelas com atrasos entre 90 e 120 dias. Este percentual pode aumentar conforme o tempo de inadimplência, com possibilidade de chegar até 90% para débitos que estejam em atraso entre um e dois anos.
Quatro Frentes de Renegociação
O Novo Desenrola será organizado em quatro linhas principais de atuação:
- Desenrola Famílias;
- renegociação do FIES;
- dívidas de empresas;
- débitos rurais voltados à agricultura familiar.
Direcionamento do Programa
O programa é destinado a pessoas que possuem renda de até cinco salários mínimos. Em relação às famílias, é possível renegociar dívidas que foram contratadas até 31 de janeiro de 2026, cujos atrasos variam entre 90 dias e dois anos.
Parcelamento das Dívidas Renegociadas
Os débitos que forem renegociados poderão ser parcelados em um período que pode chegar até quatro anos. De acordo com o ministro, a proposta busca transformar dívidas atualmente consideradas “impagáveis” em compromissos que sejam viáveis para os consumidores.
Fonte: www.moneytimes.com.br

