Nvidia apresenta lucro recorde e margens excepcionais com demanda avassaladora por IA.

Nvidia apresenta lucro recorde e margens excepcionais com demanda avassaladora por IA.

by Ricardo Almeida
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Nvidia: Resultados Financeiros do Terceiro Trimestre Fiscal

A Nvidia (NASDAQ: NVDA), reconhecida como um dos principais indicadores do crescimento do setor de inteligência artificial, divulgou resultados impressionantes para o terceiro trimestre fiscal, encerrado em 19 de novembro de 2025. A empresa registrou uma receita de US$ 57 bilhões, o que representa um crescimento de 62% em comparação com o mesmo período do ano anterior e um aumento de 22% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O lucro por ação alcançou US$ 1,30, superando as expectativas do mercado financeiro.

No after-market da quarta-feira, as ações da Nvidia apresentaram alta superior a 4%, após terem fechado o pregão regular em uma valorização de 2,85%. Esse desempenho positivo pode indicar que os resultados trimestrais reforçaram a percepção de que a demanda global por infraestrutura de inteligência artificial continua em expansão. A empresa se beneficia da combinação entre computação acelerada, grandes modelos de IA e novas aplicações com agentes que elevam a demanda por suas GPUs Blackwell e soluções de rede de alta velocidade em data centers globais. Além disso, a Nvidia está disponível na B3 através da BDR (BOV: NVDC34).

Rentabilidade e Desempenho

A rentabilidade da Nvidia permanece em níveis excepcionais para o setor. A margem bruta em conformidade com normas GAAP atingiu 73,4% (e 73,6% de acordo com as normas não-GAAP), enquanto o lucro operacional subiu para US$ 36 bilhões, representando um aumento de 65% em relação ao ano anterior. O lucro líquido avançou 65%, alcançando US$ 31,9 bilhões, e o lucro diluído por ação saltou de US$ 0,78 para US$ 1,30 em doze meses.

O principal segmento de negócios da empresa continua a ser o de data centers, que gerou uma receita recorde de US$ 51,2 bilhões, com um crescimento de 66% em relação ao ano anterior e 25% em comparação com o trimestre anterior. Essa área representa a maior parte das vendas e é sustentada por contratos significativos com hiperescaladores e empresas de inteligência artificial globalmente.

Dentro do segmento de data centers, a receita proveniente de computação somou US$ 43 bilhões, refletindo a alta demanda por GPUs Blackwell e Blackwell Ultra. A divisão de redes, impulsionada por NVLink, InfiniBand XDR e soluções Ethernet para aplicações de IA, gerou US$ 8,2 bilhões, com um crescimento impressionante de 162% em um ano, à medida que clientes conectam inúmeras GPUs em clusters maciços.

Avisos do CEO

O CEO Jensen Huang descreveu o momento atual como um “ciclo virtuoso da IA”, assegurando que as vendas da Blackwell estão em ascensão e que as GPUs destinadas à nuvem estão esgotadas. Huang também comentou sobre o crescimento exponencial em treinamento e inferência, além da expansão do ecossistema, que inclui novas startups e modelos fundacionais, assim como a adoção de aplicações de IA em uma escala mais ampla em diversos países.

Desempenho em Outros Segmentos

Embora tenha visto uma diminuição em seu papel relativo, o segmento de jogos continua a ser relevante e saudável. Esta divisão registrou uma receita de US$ 4,3 bilhões, com alta de 30% em comparação ao ano anterior, impulsionada pela linha GeForce RTX e por tecnologias como DLSS 4. Na comparação trimestral, no entanto, observou-se uma leve queda de 1%, à medida que os canais retornam a níveis normais.

O setor de visualização profissional também teve um desempenho positivo, com receita de US$ 760 milhões, indicando um crescimento de 56% em um ano e de 26% na comparação trimestral. No trimestre, a empresa lançou o DGX Spark, um supercomputador de IA em formato compacto.

A divisão automotiva e de robótica faturou US$ 592 milhões, apresentando um crescimento de 32% em comparação ao ano anterior, suportada por plataformas autônomas e por soluções de inteligência artificial física.

Posição Financeira e Geração de Caixa

No âmbito financeiro, a Nvidia encerrou o trimestre com uma posição de caixa, equivalentes e títulos negociáveis de US$ 60,6 bilhões, um aumento em relação aos US$ 38,5 bilhões observados no ano anterior. As contas a receber totalizaram US$ 33,4 bilhões e os estoques cresceram para US$ 19,8 bilhões, motivados por pedidos antecipados que visam garantir componentes de longo prazo e futuras gerações de chips.

A geração de caixa também acompanha o lucro em níveis recordes. O fluxo de caixa das operações atingiu US$ 23,8 bilhões no trimestre, superando os US$ 17,6 bilhões do mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa livre chegou a US$ 22,1 bilhões, permitindo que a empresa financie simultaneamente investimentos em capacidade, acordos de nuvem, pesquisa e desenvolvimento, além de um programa de retorno ao acionista.

No último trimestre, a empresa devolveu US$ 12,7 bilhões aos investidores, sendo US$ 12,5 bilhões referentes à recompra de ações e US$ 243 milhões em dividendos. Nos primeiros nove meses do ano fiscal, os retornos totalizaram US$ 37 bilhões, e ainda restam US$ 62,2 bilhões aprovados para novas recompras. O próximo dividendo de US$ 0,01 por ação será pago em 26 de dezembro.

Despesas Operacionais

As despesas operacionais, conforme as normas GAAP, aumentaram 36% em um ano, alcançando US$ 5,84 bilhões, e 8% na comparação trimestral. Esse crescimento é atribuído ao aumento nas contratações, nos salários, na infraestrutura e no desenvolvimento de novos chips e sistemas. Nas métricas não-GAAP, as despesas foram de US$ 4,22 bilhões, após a exclusão de remuneração baseada em ações e custos relacionados a aquisições.

A empresa continua a reportar resultados de acordo com as normas GAAP e não-GAAP, ajustando os números de acordo com a remuneração em ações, a amortização de intangíveis e ganhos com participações. Mesmo após os ajustes, o lucro não-GAAP mostra resultados bastante próximos aos da métrica GAAP, com um lucro líquido de US$ 31,77 bilhões e lucro diluído por ação também de US$ 1,30.

Projeções para o Futuro

Para o quarto trimestre fiscal, a Nvidia projeta uma receita de US$ 65 bilhões, com uma margem de erro de 2%, e uma margem bruta em torno de 75%, tanto nas bases GAAP quanto não-GAAP. As despesas operacionais devem atingir US$ 6,7 bilhões (US$ 5 bilhões na métrica não-GAAP), e um resultado financeiro positivo é estimado em US$ 500 milhões, com uma alíquota de imposto em torno de 17%.

As projeções indicam uma expectativa de nova expansão de dois dígitos na comparação trimestral, demonstrando que a empresa prevê manter um ritmo de crescimento mesmo após diversas altas explosivas em trimestres anteriores.

No entanto, o mercado demonstra preocupação com o potencial surgimento de uma bolha no setor de inteligência artificial, enquanto também está atento a outros riscos relevantes, como as restrições de exportação de chips de ponta para a China, a concentração em grandes contratos com hiperescaladores e a crescente concorrência de empresas como AMD (NASDAQ: AMD) e Broadcom (NASDAQ: AVGO).

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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