Kepler Weber e Acordo com Grain & Protein Technologies
Negociação e Reação das Ações
A Kepler Weber (KEPL3) firmou um acordo para a combinação de negócios com a Grain & Protein Technologies (GPT). Por volta das 16h37, as ações da empresa apresentaram uma queda de 2,25%, sendo negociadas a R$ 9,49. Um período anterior, às 14h05, os papéis haviam mostrado um aumento de 2,27%, cotados a R$ 9,93.
Condicionantes da Acordo
Para dar sequência ao acordo, a GPT condicionou a continuidade da oferta à obtenção de um compromisso formal de voto da gestora Trígono Capital, que possui 15,3% do capital da Kepler, sendo favorável à transação.
A principal dúvida em relação ao fechamento do negócio está, justamente, no posicionamento da gestora. Werner Roger, CIO da Trígono, começou a investir na companhia em 2017, ano de fundação da asset, e sempre mostrou confiança na tese de longo prazo.
Análise do Cenário
Em diversas entrevistas ao Money Times, o gestor ressaltou a posição de liderança da Kepler no setor de armazenagem e destacou um déficit estrutural de aproximadamente 120 milhões de toneladas no Brasil. Para Roger, esse cenário, aliado ao crescimento contínuo da produção nacional de grãos, mantém uma demanda elevada por silos, reforçando o potencial da empresa.
Em uma entrevista realizada em novembro de 2025, Roger descreveu como “cirúrgico” o movimento da GPT para adquirir a Kepler, considerando esse momento como propício para compradores, tendo em vista um cenário de juros elevados, preços pressionados das principais commodities e resultados consistentes da empresa.
Possíveis Mudanças Estruturais
Se a proposta for aprovada, a Kepler Weber poderá se desvincular do Novo Mercado da B3, através da conversão do registro para a categoria B ou até mesmo pelo cancelamento do registro de companhia aberta.
O conselho de administração já autorizou a assinatura da minuta do acordo, contudo, condicionou o prosseguimento da operação à comprovação de financiamento — por meio de uma carta do agente financeiro — e a manifestação formal do Fundo VIII, gerido pela American Industrial Partners (AIP), no que diz respeito ao aporte de capital, sendo que essa comprovação deve ocorrer antes da convocação da assembleia geral extraordinária (AGE).
Comunicação com a Trígono Capital
A reportagem tentou obter um retorno da Trígono Capital sobre a situação atual do acordo, mas não obteve resposta até a publicação do material. O espaço para comentários permanece aberto.
Fonte: www.moneytimes.com.br


