Ações de Mineradoras em Alta
As ações da Vale (VALE3), uma das principais empresas do índice, lideram os ganhos do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira, 11 de setembro, destacando-se como o terceiro papel mais negociado na B3.
Desempenho da Vale
Por volta das 14h, no horário de Brasília, as ações da Vale apresentavam uma valorização de 2,61%, cotadas a R$ 83,62. O volume de movimentação das ações alcançava aproximadamente R$ 1,394 bilhão, com cerca de 32,2 mil transações realizadas até aquele momento.
Julgamento do ‘Caso Vale’
Na manhã do mesmo dia, o Valor Econômico reportou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar mais uma vez o término do julgamento do ‘Caso Vale’ (RE 870.214). Essa questão envolve a discussão sobre a possibilidade de o Fisco tributar automaticamente os lucros das subsidiárias da empresa localizadas no exterior, especificamente em países que possuem tratado para evitar a bitributação.
No contexto da mineração brasileira, o foco recai sobre as controladas da Vale situadas na Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo. O impacto dessa medida pode exceder R$ 142 bilhões para a União.
Outras Mineradoras e Mercado
Outras empresas do setor de mineração e siderurgia também estão apresentando alta nas suas ações. Neste mesmo período, a CSN (CSNA3) operava estável, sendo negociada a R$ 6,68. A mineradora Usiminas (USIM5) registrou um ganho de 1,45%, com suas ações cotadas a R$ 9,12. Por sua vez, a CSN Mineração (CMIN3) teve uma alta de 0,62%, a R$ 4,84.
Valorização do Minério de Ferro
O aumento significativo do minério de ferro se destaca como um dos principais fatores que impulsionam o setor metálico na bolsa brasileira. O contrato futuro, mais líquido da commodity, para setembro de 2026, observou um crescimento de 0,73%, alcançando 822,50 yuans (equivalente a US$ 121,04) por tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China.
Essa valorização da commodity ocorreu em decorrência de novos dados relacionados à indústria chinesa.
Exportações de Aço na China
Dados alfandegários divulgados no último sábado, 9 de setembro, mostraram uma queda de 9% nas exportações de aço da China em abril, quando comparadas ao mesmo período do ano anterior. Apesar de o país ter exportado 9,5 milhões de toneladas de aço, gerando um aumento de 4% em relação ao mês de março, esse número ainda ficou abaixo do ritmo recorde registrado no ano anterior. A diminuição das exportações de aço contribui para elevar os preços e as margens das usinas siderúrgicas, que anteriormente enfrentavam desafios devido à superprodução na China.
Interpretação das Dados de Importação
Em um panorama geral, a redução nas exportações de aço traz a expectativa de um reequilíbrio nos preços do setor, além de uma melhora nas margens das usinas siderúrgicas. No que diz respeito às importações, o mês de abril registrou uma leve desaceleração, com uma diminuição de 0,8% em comparação com o mês anterior. Essa redução nas margens do aço influenciou o apetite de compra pelo minério de ferro, que é o principal ingrediente siderúrgico.
No mês passado, a China, reconhecida como o maior consumidor mundial de minério de ferro, importou 103,9 milhões de toneladas, um volume inferior aos 104,74 milhões de toneladas de março e aos 103,14 milhões de toneladas do mesmo mês de 2025.
Produção e Estoques de Minério
Além disso, a produção média diária de ferro-gusa, que serve como um indicador da demanda por minério de ferro, teve um aumento de 4,6% em abril na comparação com o mês anterior, conforme um cálculo elaborado pela Reuters, baseado nos dados da consultoria Mysteel.
Os estoques portuários de minério de ferro, por sua vez, apresentaram uma leve redução de 1,5% em relação ao mês anterior, totalizando 162,65 milhões de toneladas, o que representa o menor nível observado desde o final de fevereiro, segundo informações da consultoria Steelhome.
Fonte: www.moneytimes.com.br