O que mais me inquieta no Brasil é a taxa de juros, afirma Menin, do Inter.

O que mais me inquieta no Brasil é a taxa de juros, afirma Menin, do Inter.

by Ricardo Almeida
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A Preocupação com a Taxa de Juros no Brasil

Avaliação de Rubens Menin

O atual cenário econômico brasileiro é marcado por uma crescente preocupação com a taxa de juros. Essa análise foi realizada por Rubens Menin, presidente do conselho de administração do Inter&Co, que qualificou o atual nível da Selic como “maluco”.

“Existem países em situação de guerra que operam com taxas de juros menores do que as do Brasil”, declarou Menin durante sua participação no Inter Invest Summit 2025. A taxa básica de juros no Brasil está fixada em 15% ao ano. De acordo com informações provenientes do Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central, essa taxa permanecerá em um “patamar significativamente contracionista por um período longo”.

Perspectiva sobre a Selic Elevada

De acordo com Menin, a alta da Selic, que já se arrasta por três anos, pode se estender por pelo menos mais dois anos, gerando impactos severos sobre investimentos e a competitividade do país. O presidente do conselho do Inter&Co alertou: “Estamos a caminho de uma crise futura, caracterizada pela perda de competitividade. A nossa indústria, por exemplo, está enfrentando uma diminuição”.

Flexibilização da Política Monetária

Menin destacou que a flexibilização da política monetária depende diretamente de uma abordagem fiscal responsável. “Espero que nossos executivos do governo tenham discernimento. Precisamos equilibrar o déficit fiscal”, afirmou. Em sua visão, o Brasil se encontra “atrasado” em comparação ao resto do mundo, que já iniciou um ciclo de afrouxamento monetário.

Comparações Internacionais

Nos Estados Unidos, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) começou a flexibilizar sua política monetária nesta semana, reduzindo a taxa de juros de referência em 0,25 ponto percentual. Com essa mudança, a taxa nos EUA agora varia entre 4% a 4,25% ao ano.

Análise da Economista-Chefe do Inter

Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter, corrobora o diagnóstico de que a Selic deve continuar elevada por um período mais longo. Ela também enfatizou a dificuldade que o governo enfrenta para transmitir credibilidade fiscal. “O governo precisa passar por mais uma reformulação do seu arcabouço fiscal”, avaliou Vitoria durante uma coletiva com jornalistas.

Expectativas Futuras

Apesar das dificuldades apresentadas, Vitoria acredita que há espaço para cortes na taxa de juros no futuro. O Inter projeta uma flexibilização de 3 pontos percentuais na Selic para o ano de 2026.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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