Expansão do Comércio de Mercadorias do G20
O comércio de mercadorias do G20 apresentou um crescimento significativo no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante das interrupções ocasionadas pela guerra no Oriente Médio. Essa informação foi divulgada em um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na terça-feira, dia 26.
Desempenho das Exportações e Importações
Conforme aponta o relatório, tanto as exportações quanto as importações dos países do G20 avançaram 5,3% em comparação ao quarto trimestre de 2025, medido em dólares correntes. Esse aumento foi parcialmente impulsionado pelo comércio de semicondutores e outros produtos de alta tecnologia registrados na região do Leste Asiático. As projeções preliminares indicam que o comércio de serviços do G20 também obteve crescimento, embora de forma modesta, com as exportações crescendo 1,7% e as importações, 1,5%.
Análise por Países
Entre as economias mais relevantes, as exportações dos Estados Unidos aumentaram em 9,3%, com destaque para o comércio de ouro e produtos petrolíferos. As importações norte-americanas também apresentaram crescimento, alcançando 8,1%, refletindo um aumento nas compras de computadores e equipamentos de telecomunicações.
Na China, as exportações subiram 13,5%, lideradas pela demanda por semicondutores e produtos de alta tecnologia, enquanto as importações tiveram um avanço de 16,7%.
No contexto da União Europeia, tanto as exportações quanto as importações mostraram um crescimento mais modesto, com cifras de 1,1% e 1,5%, respectivamente.
No Brasil, as exportações se mantiveram praticamente estáveis; porém, as importações aumentaram 4,2%, com um destaque especial para eletrodomésticos e fertilizantes que contribuíram para esse crescimento.
Comércio Internacional de Serviços
No que diz respeito ao comércio internacional de serviços, entre as economias que compõem o G7, as exportações de serviços dos Estados Unidos tiveram um aumento de 2,3%. Esse crescimento foi impulsionado por serviços relacionados a manutenção e reparo, tecnologia da informação e comunicação (TIC), além de seguros. As importações aumentaram em 2,5%, influenciadas pelo crescimento das despesas com transporte e produtos de propriedade intelectual.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


