Desempenho da Orizon Valorização de Resíduos
Análise dos Resultados Financeiros
Três instituições financeiras estão avaliando a Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3) como outperform ou “compra”. A recomendação ocorre após a empresa anunciar um lucro inferior ao que era esperado, segundo o balanço divulgado na noite da última quarta-feira, dia 25. As ações da companhia apresentaram pouca variação no acumulado da semana.
Avaliação do Santander
De acordo com o Santander, o quarto trimestre de 2025 (4T25) apresentou um desempenho operacional considerado forte, embora a leitura geral tenha sido mista. O banco destacou que o Ebitda superou as expectativas, impulsionado principalmente pela venda de créditos de carbono, que resultou em cerca de R$ 16,5 milhões no período. Este fator pode melhorar a percepção sobre a companhia.
Entretanto, o lucro líquido ficou abaixo do previsto, devido a despesas financeiras elevadas, incluindo os impactos decorrentes de debêntures, conforme relatado pelo banco. Apesar desses contratempos, a visão continua positiva, ressaltando o potencial de crescimento estrutural no setor, embora não se esperem mudanças imediatas nas projeções. O preço-alvo foi estabelecido em R$ 87,94.
Análise do Itaú BBA
O Itaú BBA descreveu os resultados da Orizon como levemente positivos, com um destaque especial para um Ebitda que ficou acima das estimativas, também beneficiado pelas vendas de créditos de carbono. O banco observou que a receita líquida cresceu de forma sólida, impulsionada pelo aumento dos preços (gate fee) e volumes, com um desempenho operacional consistente, apesar de algumas frustrações pontuais.
Assim como o Santander, o Itaú BBA também apontou que o lucro líquido decepcionou, refletindo o aumento das despesas financeiras. O relatório mencionou que projetos importantes, como os voltados para biometano, ainda estão em fase de desenvolvimento e são vistos como fundamentais para o crescimento futuro. O Itaú BBA manteve um preço-alvo de R$ 69,7 para as ações da Orizon.
Considerações do BTG Pactual
O BTG Pactual avaliou os resultados do 4T25 como “fracos” e classificados como abaixo do esperado. Segundo os analistas, o desempenho abaixo do previsto ocorreu devido a um ligeiro atraso no início das operações da usina de biometano localizada em Jaboatão dos Guararapes, que foi tarde do 4T25 para o 1T26. Além disso, as vendas de créditos de carbono foram menores que as expectativas.
Apesar dessas dificuldades, o BTG manteve sua recomendação de compra, confiando que o crescimento da empresa deve acelerar com o lançamento de novos projetos de produção de biometano. O preço-alvo definido pelo banco se mantém em R$ 85.
Com supervisão de Kaype Abreu
Fonte: www.moneytimes.com.br


