Os proventos de Cemig (CMIG4) e WEG (WEGE3) se destacaram na semana, além da conclusão da incorporação de Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3).
Veja abaixo as principais atualizações:
1° – Cemig (CMIG4) aprova distribuição de R$ 604,7 milhões em juros sobre capital próprio
A diretoria executiva da Cemig autorizou a declaração de R$ 604,7 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), resultando em um valor de R$ 0,2113 por ação. Este montante será descontado do dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício de 2025 e estará sujeito a uma retenção de 15% de imposto de renda na fonte, exceto para os acionistas que estão dispensados dessa cobrança específica.
2° – MBRF (MBRF3): Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3) concluem incorporação
A Marfrig e a BRF informaram ao mercado que todas as condições da incorporação de ações foram implementadas. Assim, desde a última terça-feira, 23, as ações da Marfrig são negociadas na B3 sob o ticker MBRF3. Com o encerramento da incorporação, o Conselho de Administração da Marfrig confirmou um aumento no capital social da empresa e a emissão de 602.799.006 ações, que serão entregues aos acionistas da BRF na data do fechamento, exceto para a própria Marfrig.
3° – WEG (WEGE3) pagará R$ 462 milhões em juros sobre capital próprio
A WEG deliberou o pagamento de R$ 462 milhões em juros sobre o capital próprio. De acordo com o comunicado, o valor a ser pago será de R$ 0,11 por ação, com o pagamento agendado para 11 de março de 2026. Após a aplicação do imposto de renda, o valor líquido por ação será reduzido para R$ 0,093.
4° – Cosan (CSAN3): Impactos do aporte de R$ 10 bilhões no pagamento de dividendos
O aporte de R$ 10 bilhões realizado pelo BTG Pactual e pela empresa de investimentos Perfin na Cosan (CSAN3) proporciona um alívio significativo na estrutura de capital da holding de Rubens Ometto. No entanto, este movimento levanta questões sobre como a operação influenciará o pagamento de dividendos e a recompra de ações. Durante uma teleconferência com analistas, o CFO da Cosan, Rodrigo Araujo, esclareceu que a remuneração aos acionistas será baseada em fatores como a estrutura de capital da empresa, o índice de cobertura de juros, o cenário macroeconômico e o nível da taxa Selic. Isso implica que os dividendos não são considerados uma prioridade neste momento.
5º – Bancos subestimam riscos de default no agronegócio, afirma Goldberg, CIO da Lumina Capital
O agronegócio representa uma preocupação significativa para o mercado de crédito brasileiro, conforme afirmações de Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital. Segundo ele, há uma suspeita de que os bancos estejam subestimando os riscos de default, ou inadimplência, associados a esse setor. Durante um evento do Safra na semana passada, Goldberg destacou que o agronegócio enfrenta sérios desafios devido ao elevado nível de alavancagem, resultante do crescimento do mercado de capitais, especialmente em virtude da popularização de produtos como Fiagros e instrumentos de crédito estruturado.
Fonte: www.moneytimes.com.br

