Os preços do petróleo aumentam após Trump declarar que a Índia vai parar de comprar petróleo bruto da Rússia.

Os preços do petróleo aumentam após Trump declarar que a Índia vai parar de comprar petróleo bruto da Rússia.

by Ricardo Almeida
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Os preços do petróleo subiram na quinta-feira, 16 de outubro de 2025, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, concordou em parar de importar petróleo da Rússia, uma medida que pode impactar a oferta global desse recurso.

Às 7h00 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em dezembro apresentaram um aumento de 22 centavos, ou 0,36%, atingindo US$ 62,13 por barril. Por sua vez, os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para novembro subiram 23 centavos, ou 0,39%, alcançando US$ 58,50.

Recuperação após perdas recentes

A elevação nos preços ocorreu após uma quedacomo considerável na sessão anterior, quando ambos os índices de referência de petróleo atingiram seus níveis mais baixos desde o início de maio. Os preços foram influenciados por novas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, além de um alerta da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre o potencial para um excesso de oferta em 2026. Essa projeção é apoiada pela OPEP+ e outros produtores que estão aumentando a produção em um contexto de demanda que apresenta sinais de enfraquecimento.

Na quarta-feira, Trump informou que a Índia, país que obtém aproximadamente um terço de suas importações de petróleo da Rússia, interromperia suas compras. Além disso, o governo dos EUA pretende buscar um compromisso semelhante com a China. Essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla de Washington para reduzir as receitas energéticas de Moscou e pressionar o Kremlin visando uma negociação para a paz na Ucrânia.

A reação moderada da Índia

O Ministério das Relações Exteriores da Índia se manifestou na quinta-feira, enfatizando que os “dois principais objetivos do país eram garantir preços de energia estáveis e assegurar a continuidade do fornecimento”. A declaração não fez menção aos comentários feitos por Trump.

Segundo informações provenientes de três fontes consultadas pela Reuters, algumas refinarias indiana estão se preparando para uma redução gradual nas importações de petróleo bruto russo nos meses seguintes.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, informou na quarta-feira que havia comunicado ao ministro das Finanças japonês, Katsunobu Kato, sobre a expectativa de que o Japão também diminuísse suas importações de energia russa.

Atualmente, Índia e China se mantêm como os dois maiores compradores de petróleo bruto russo transportado por via marítima, o qual se encontra sob sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O primeiro-ministro Modi já havia defendido, em declarações anteriores, que as compras de petróleo da Rússia são vitais para assegurar a segurança energética da Índia.

Conforme comentou Tony Sycamore, analista de mercado do IG Group, “na margem, este é um desenvolvimento positivo para o preço do petróleo bruto, pois removeria um grande comprador (Índia) do petróleo russo”.

Novas sanções e dados de inventário em destaque

O governo do Reino Unido também anunciou novas sanções dirigidas à Rosneft e à Lukoil. Essas sanções têm como alvo quatro terminais de petróleo, a refinaria chinesa Shandong Yulong Petrochemical, 44 petroleiros da “frota paralela” da Rússia e a Nayara Energy Limited, uma refinaria de propriedade russa na Índia.

A atenção do mercado agora se concentra nos dados de estoque de petróleo dos Estados Unidos, que serão divulgados pela Administração de Informação de Energia (EIA) na quinta-feira. Dados anteriores do Instituto Americano de Petróleo (API) mostraram um aumento de 7,36 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana encerrada em 10 de outubro. Essa semana também registrou um incremento de 2,99 milhões de barris nos estoques de gasolina, enquanto os estoques de destilados sofreram uma queda de 4,79 milhões de barris.

A diminuição nos estoques de destilados sugere um aumento na demanda por diesel, entretanto, o aumento nos estoques de petróleo bruto e de gasolina indica um consumo geral mais lento nos Estados Unidos, que continua a ser o maior consumidor mundial de petróleo. Analistas estimam que os estoques de petróleo bruto dos EUA tenham crescido em aproximadamente 0,3 milhão de barris na semana anterior.

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Fonte: br.-.com

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