Ouro fecha em alta após cessar-fogo entre EUA e Irã
O ouro apresentou uma valorização na sessão desta quarta-feira, 8 de março, impulsionado pela redução das tensões geopolíticas e pelo recente acordo de cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã. O metal precioso ganhou força em meio ao enfraquecimento da moeda norte-americana e à queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
No mercado Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em junho encerrou em alta de 2%, cotado a US$ 4.777,20 por onça-troy.
Além disso, a prata para maio também apresentou um aumento significativo, subindo 4,72%, e se estabelecendo a US$ 75,385 por onça-troy, mostrando recuperação em relação às sessões anteriores.
O que impulsionou o ouro?
Os preços do ouro foram impulsionados pela anúncio de cessar-fogo no Oriente Médio e pela expectativa de um acordo de paz definitiva entre os Estados Unidos e Irã. Na noite anterior, 7 de março, os Estados Unidos e o Irã concordaram em um cessar-fogo de duas semanas, suspendendo as hostilidades que se iniciaram em 28 de fevereiro.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que o Irã confirmou sua participação nas conversas com os Estados Unidos, programadas para a sexta-feira, 10 de março, em Islamabad.
No entanto, durante a tarde desse dia, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reportou violações no acordo de cessar-fogo, citando ataques a duas ilhas iranianas, Lavan e Siri. A identidade dos responsáveis pelos ataques não foi divulgada.
Apesar dos acontecimentos, os metais preciosos mantiveram um desempenho positivo. Contudo, ainda assim, os analistas do banco holandês ING alertaram que o ouro segue cerca de 11% abaixo das máximas alcançadas em fevereiro, devido à liquidação forçada ocorrida durante a escalada de tensões no Oriente Médio, que temporariamente afetou seu apelo como um ativo seguro
O ING analisa que o mercado está começando a dar sinais de “estabilização”. Por outro lado, o TD Securities avalia que os custos de oportunidade para a manutenção de metais preciosos se manterão altos, mesmo após o cessar-fogo, já que “levará tempo para reverter as altas expectativas de inflação”.
Os analistas do banco ainda afirmam: “Entretanto, à medida que a normalização nos mercados de energia e nas taxas de juros avançar, e considerando a desvalorização do dólar, é provável que o ouro retorne a valores superiores a US$ 5.000 no segundo semestre de 2026.”
Fonte: www.moneytimes.com.br

