Países da OMC desconsideram objeções e novas regras de e-commerce entram em vigor

Acordo de Comércio Digital na OMC

Um grupo de países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) decidiu avançar com a primeira base global de regras para o comércio digital (e-commerce), optando por implementar o acordo entre aqueles que concordarem. Essa decisão foi tomada no último sábado, dia 28.

Bloqueios e Avanços

Nos últimos anos, as tentativas de integrar o acordo sobre comércio eletrônico à regulamentação da OMC foram frustradas em duas ocasiões por países que se opuseram. O objetivo do pacto é criar um ambiente favorável para o comércio digital.

A pressão para que o acordo entre em vigor de forma mais ágil entre os países que correspondem a 70% do comércio global advém da crescente insatisfação diante dessas barreiras, conforme relatou um diplomata de alto nível à Reuters. Segundo as normas da OMC, acordos entre os membros requerem o consenso de todos os participantes.

A Conferência Ministerial da OMC

Na 14ª Conferência Ministerial da OMC, realizada em Camarões, 66 países chegaram a um entendimento sobre um arranjo provisório que permitirá a ativação do acordo em suas respectivas nações, enquanto buscam uma incorporação mais abrangente na estrutura da OMC.

O Ministro de Estado da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Yamada Kenji, considerou essa medida como um "passo histórico" rumo à criação de normas globais voltadas para o comércio digital.

Reações ao Acordo

O secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, também expressou otimismo em relação à nova medida. Ele destacou que "sendo o primeiro acordo comercial digital global, isso tornará o comércio mais barato, mais rápido e mais seguro para empresas em todo o mundo."

Oposição e Questões Pendentes

A Índia tem se destacado como um dos principais países a se opor ao acordo, argumentando que todos os tratados comerciais devem ser adotados de forma multilateral, com o consenso de todos os países envolvidos.

Os Estados Unidos, por sua vez, não estão inclusos entre os 66 países que firmaram o acordo, e essa questão ainda está sendo analisada pelo governo americano, que investiga as implicações do tratado.

O novo acordo funciona de forma independente a uma moratória existente sobre o comércio eletrônico, a qual proíbe a imposição de tarifas alfandegárias sobre downloads e streaming digitais. Este assunto ainda gera um impasse político entre os EUA e a Índia durante a atual reunião da OMC em Camarões.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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