Pedidos de recuperação judicial aumentam 20% com alta da Selic

Pedidos de recuperação judicial aumentam 20% com alta da Selic

by Fernanda Lima
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Avanço nos Pedidos de Recuperação Judicial

Os pedidos de recuperação judicial por empresas no Brasil apresentaram um aumento de aproximadamente 20% desde que o Banco Central (BC) iniciou a elevação da taxa Selic, em meados de 2024, atingindo o atual patamar de 15% ao ano.

Conforme os dados da Receita Federal, analisados pelo Monitor RGF, o número de pedidos de recuperação judicial no terceiro trimestre de 2024 foi de 4.223. Em comparação com o terceiro trimestre deste ano, esse número cresceu para 5.285. Este intervalo de tempo abrange a recente elevação da taxa básica de juros no Brasil, refletindo uma parte dos efeitos que o aperto monetário tem sobre a economia.

Elevação da Selic pelo Banco Central

O BC começou a elevar a Selic novamente em 18 de setembro de 2024, quando a taxa estava estabilizada em 10,50%. Naquela ocasião, foi ajustada para 10,75% ao ano. Mais de um ano depois, a taxa chegou ao patamar de 15% ao ano, nível não observado desde 2006.

Distribuição dos Pedidos por Estado

No cenário atual, o estado com o maior número de empresas em recuperação judicial é São Paulo, contabilizando 1.670 pedidos. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 500 pedidos; Paraná, com 400; Rio de Janeiro, com 390; e Minas Gerais, com 370.

Monitoramento das Empresas em Recuperação Judicial

O Monitor RGF fornece dados sobre a quantidade de empresas em recuperação judicial a cada mil organizações, levando em consideração apenas as matrizes e excluindo microempresas, filiais e órgãos com natureza jurídica diferente de “entidades empresariais”.

A RGF & Associados, grupo responsável por este monitoramento, informa que desde junho de 2023, o total de empresas monitoradas gira em torno de 2,1 milhões, englobando tanto empresas ativas de pequeno porte quanto de médio e grande porte.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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