Perícia solicita novos documentos após identificar subsidiárias inativas

Perícia solicita novos documentos após identificar subsidiárias inativas

by Fernanda Lima
0 comentários

Perícia Técnica do Caso da Fictor Solicita Documentos Adicionais

A perícia técnica relacionada ao caso da Fictor requisitou uma nova remessa de documentos após a descoberta de oito subsidiárias com operações inativas. Além disso, não foi possível identificar o sistema que recebeu os recursos captados por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCPs), conforme documento obtido pela coluna nesta terça-feira, 10. Até o momento, a Fictor não se manifestou sobre o assunto.

Subsidiárias Inativas em Quatro Estados

Segundo a investigação realizada pela perícia, as subsidiárias inativas estão situadas em quatro estados diferentes. No estado de Goiás, foram identificadas as empresas Fictor Agronegócios, Dynamis Clima e Dynamis Futuro. No Amazonas, constam as empresas FW SPE Solar e FW SPE Solar 2. Já no Rio de Janeiro, foram encontradas as empresas Komorebi e Consórcio Solaris. Por fim, na Bahia, a subsidiária considerada inativa é a Fictor Invest.

Desempenho da FW SPE Solar e Suspeitas de Irregularidades

Entre todas as subsidiárias, o relatório destaca a FW SPE Solar, localizada em Autazes, no estado do Amazonas, como a mais preocupante. De acordo com as informações, essa empresa, que deveria se dedicar a projetos solares, estava desativada. O espaço, segundo relatos, estaria sendo utilizado como um ponto de apoio para a execução de obras rodoviárias na região, especificamente para a estrada da Expoagro.

Além disso, a situação do Consórcio Solaris, localizado em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, também levanta suspeitas. Um dos funcionários do local declarou não ter conhecimento sobre a empresa mencionada, o que pode indicar que se trata de uma empresa fantasma, sem operações reais.

Pedição de Documentos ao Grupo Fictor

Após a visita às subsidiárias, a perícia solicitou que o Grupo Fictor apresentasse novos documentos no processo de recuperação judicial. Esses documentos são necessários para esclarecer o destino dos recursos captados por meio das Sociedades em Conta de Participação (SCPs), que, segundo consta, teriam sido alocados para o financiamento das operações do grupo. É importante mencionar que as SCPs são contratos estabelecidos onde um sócio ostensivo, normalmente uma empresa, gerencia um projeto, enquanto os investidores fornecem capital em busca de retornos financeiros.

Recomendações para Maior Transparência

No contexto atual, o relatório assinado por Oreste Nestor de Souza recomenda uma descrição minuciosa das informações relacionadas a essa modalidade de captação de recursos. Além disso, sugere a abertura das contas contábeis das Requerentes, bem como o detalhamento do relacionamento entre as empresas que compõem o Grupo Fictor, com o objetivo de aumentar a segurança e a transparência no eventual processamento do pedido de recuperação judicial.

Fonte: veja.abril.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy