Reajuste da Gasolina na Petrobras
A Petrobras voltou a ser o foco das discussões relacionadas aos combustíveis após anunciar que está em fase de preparação para um reajuste no preço da gasolina, em resposta à recente alta do petróleo no mercado internacional. Com os preços do barril ultrapassando os 100 dólares, a pressão aumenta para que a estatal repasse os custos ao consumidor. Essa decisão vinha sendo contida até então, em uma tentativa de manter os preços internos em níveis mais baixos. No entanto, essa estratégia tem resultado em reduções das margens de lucro, pressionando os resultados financeiros da empresa e levantando preocupações sobre a competitividade em relação ao etanol e aos importadores privados.
Declarações da Presidente Magda Chambriard
A presidente da companhia, Magda Chambriard, confirmou que um aumento de preços está em análise e ressaltou que a decisão levará em consideração tanto a participação da Petrobras no mercado quanto a concorrência com biocombustíveis. “Vai acontecer já já um aumento de preço de gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua”, afirmou Chambriard. Essas declarações refletem o esforço da empresa em tentar equilibrar interesses políticos, a inflação e a rentabilidade, em um momento delicado para o governo, que monitora de perto os possíveis impactos eleitorais que um reajuste nos combustíveis pode acarretar.
Avaliação de Thiago Calestine
Na visão de Thiago Calestine, economista que participou do programa Mercado de VEJA+ TV, a Petrobras possui pouca margem para continuar segurando os preços, dado o aumento do petróleo no mercado internacional. Segundo ele, “o mecanismo mais correto seria a transmissão quase que 100% do impacto do preço do barril do petróleo na bomba final”. Ele também destacou que postergar reajustes tende a resultar em consequências ainda mais severas no futuro. “Quem paga isso é sempre as contas públicas”, declarou. Para Calestine, o consumidor é afetado de qualquer forma, seja por aumentos repentinos nos preços ou pela pressão inflacionária que comumente permeia a economia. “Já não existe almoço grátis”, resumiu.
Fonte: veja.abril.com.br

