Desempenho da Petrobras e Queda no Valor de Mercado
A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou a sua maior perda de valor de mercado em quatro anos, devido ao recuo do petróleo tipo Brent, que caiu 13,3%, alcançando o preço de US$ 94,75 por barril. Essa movimentação ocorreu em consequência do anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Dados do Pregão
No pregão da quarta-feira, 8 de novembro, a estatal teve uma perda significativa, totalizando R$ 27,9 bilhões, ao encerrar o dia com um valor de mercado de R$ 634,8 bilhões. Na véspera, 7 de novembro, a Petrobras havia fechado com um valor de mercado de R$ 662,8 bilhões. O pico histórico foi registrado em 30 de março, com a marca de R$ 677,2 bilhões.
No início do pregão de hoje, o valor da companhia chegou a R$ 604,9 bilhões, o que representou a quarta maior perda histórica da empresa, com um montante de R$ 57,9 bilhões. Essa perda só fica atrás das quedas de 9 de março de 2020 (R$ 91,12 bilhões), 22 de fevereiro de 2021 (R$ 74,25 bilhões) e 24 de maio de 2022 (R$ 60,45 bilhões).
Durante a tarde, a estatal, que chegou a ter uma desvalorização de 9%, começou a moderar o ritmo de queda tanto da ação ordinária quanto da preferencial. A ação PETR4 encerrou o dia com um recuo de 3,92%, cotada a R$ 46,61, enquanto PETR3 registrou uma perda de 4,42%, ao ser negociada a R$ 51,19.
Avisos e Expectativas para o Futuro
O analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, aponta que a queda da estatal é um reflexo da volatilidade do petróleo, que sofreu uma queda superior a dois dígitos durante a sessão de quarta-feira. Apesar desse movimento, Mollo argumenta que os fundamentos da Petrobras permanecem inalterados.
“Mesmo que a guerra termine em breve, ainda será necessário um tempo considerável para o Irã restabelecer sua cadeia produtiva. Portanto, o preço do petróleo deve continuar elevado, mesmo que fique abaixo dos US$ 100”, explica Mollo.
Diante desse cenário, o analista da Daycoval Corretora prevê que as ações da Petrobras continuarão sendo atrativas no futuro.
Pelo ponto de vista do head de renda variável da Faz Capital, Alexandre Pletes, mesmo com a queda observada, o valuation da companhia ainda se mostra promissor. Ele destaca a expectativa de um desempenho robusto no primeiro trimestre de 2026, além de dividendos altos—período em que a ação da Petrobras registrou uma valorização de 60%.
Outro fator que contribuiu para a diminuição da queda da Petrobras foi a declaração de que as importações de diesel previstas para maio serão adiadas, visto que a produção interna é suficiente para atender à demanda do mercado. “Isso proporciona uma maior segurança aos acionistas da Petrobras”, avalia.
Fonte: www.moneytimes.com.br

