A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (26) que a companhia reativou o programa de renovação da frota de embarcações destinadas ao apoio marítimo e ao transporte de derivados. Durante um evento realizado no estaleiro Detroit, localizado em Santa Catarina, e que contou com a presença do presidente Lula e de ministros, ela fez essa declaração.
Segundo a presidente, a estatal está projetada para entregar 98 embarcações ao longo dos próximos cinco anos. “Hoje somos a maior contratadora do mundo de apoio marítimo. Entregaremos, nos próximos cinco anos, 98 embarcações”, afirmou Magda.
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Meta Superada
Em seu discurso, a presidente destacou que, em janeiro de 2025, tinha prometido a Lula que a companhia chegaria a dezembro de 2026 com 48 barcos contratados ou com edital em aberto para novos contratos.
“Prometi nessa época, janeiro de 2025, ao presidente Lula, que em dezembro de 2026 nós teríamos 48 barcos contratados ou com edital na praça. Promessa é dívida, presidente, eles estão contratados. Nós superamos essa marca, acrescentamos barcos, temos também, além deles, mais 18 barcaças e mais 18 empurradores, gerando uma atividade aqui em Santa Catarina que envolve cerca de 15 mil empregos, entre diretos e indiretos”, declarou Magda.
O ciclo de encomendas nas operações de Santa Catarina, segundo a presidente, resulta em um impacto significativo na geração de emprego, englobando cerca de 15 mil postos, diretos e indiretos, e um investimento total de R$ 12,4 bilhões.
Magda também comentou que o projeto em Itajaí teve sua execução antecipada em dois anos, algo que atribui à “pujança da indústria naval brasileira”.
Entregas até 2031
A presidente da Petrobras também enfatizou a importância da entrega de um PSV, que é a sigla em inglês para embarcação de apoio a plataformas, o qual foi contratado por R$ 450 milhões. Segundo ela, o batismo do navio está previsto para ocorrer no Rio de Janeiro dentro de aproximadamente um mês e meio.
Além disso, ela mencionou que há entregas programadas até 2031 e defendeu a continuidade do ciclo de encomendas, ressaltando que isso é fundamental para evitar novas lacunas no cronograma de produção, especialmente após um período de “dez anos sem encomenda”.
Os contratos firmados pela Petrobras também incluem um conteúdo local mínimo de 40%, o que, segundo Magda, foi “superado com folga”. Essa superação foi possível graças ao apoio de instrumentos como o Fundo da Marinha Mercante, a Depreciação Acelerada, e também ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Mão de Obra Marítima
No decorrer de seu discurso, Magda Chambriard fez um apelo pela ampliação da oferta de mão de obra marítima no Brasil e propôs um aumento na participação feminina nesse setor, mencionando que a presença de mulheres pode facilitar a inclusão e a diversidade.
“Marítimo se torna fácil se vocês agregarem as moças”, disse. A executiva sugeriu a criação de um diálogo entre a Petrobras e a Marinha para discutir como aumentar a formação e a disponibilidade de tripulações brasileiras, uma iniciativa que poderia beneficiar a indústria local.
Fonte: timesbrasil.com.br

