Preços do Petróleo em Alta
Os preços do petróleo encerraram as negociações em alta na última segunda-feira, dia 8, influenciados por recentes desdobramentos nos conflitos no Oriente Médio.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para o mês de agosto, foi encerrado com um aumento de 1,25%, atingindo o valor de US$ 94,25 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres.
Por sua vez, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mês de julho fechou com um avanço de 0,84%, alcançando o valor de US$ 91,30 por barril.
O Que Derrubou o Petróleo?
Durante a madrugada de segunda-feira, os preços do petróleo chegaram a disparar mais de 5% em virtude do agravamento das tensões entre Israel e Líbano.
Na mesma data, as forças israelenses confirmaram a realização de um ataque ao complexo petroquímico de Mahshahr, situado no sudoeste do Irã, além de estarem envolvidos em ataques a alvos militares. Um funcionário da província do Irã informou à agência de notícias semi-oficial Fars que partes da unidade do complexo petroquímico foram danificadas.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou que Israel havia realizado quase 3.500 ataques aéreos no país e centenas de explosões controladas desde a declaração de cessar-fogo feita pelos EUA em 16 de abril.
Contudo, no final da manhã, a valorização dos preços começou a perder força após a notícia de que Israel suspendeu os ataques seguindo intervenções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump reiterou que Irã e Israel estão buscando um acordo de cessar-fogo e acrescentou que as negociações entre os EUA e o Irã para um acordo final estão progredindo.
Projeções Futuras
De acordo com a avaliação do banco UBS BB, os preços da commodity devem se manter elevados por um período mais longo, mesmo com o eventual término dos conflitos no Oriente Médio.
O banco projetou que o preço do barril do Brent pode chegar a US$ 90 em 2026 e a US$ 80 em 2027, em um contexto de oferta restringida e estoques globais que se encontram em níveis historicamente baixos.
Os analistas indicam que o choque de oferta gerado pelas tensões geopolíticas alterou significativamente o panorama para as commodities, substituindo a ideia anterior de valorização impulsionada pela demanda por um cenário marcado pela escassez de oferta.
Fonte: www.moneytimes.com.br

