Alta nos Preços do Petróleo
Os preços do petróleo encerraram a sessão da última sexta-feira, dia 14, com uma alta significativa, aproximando-se da marca de US$ 110. Essa elevação foi influenciada por declarações do presidente dos Estados Unidos que sugerem uma nova possível escalada no conflito no Oriente Médio, bem como pela ausência de avanços consistentes nas relações geopolíticas entre os Estados Unidos e a China.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, para entrega em julho, avançaram 3,35%, alcançando o preço de US$ 109,26 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres.
Por sua vez, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês subiram 4,23%, atingindo US$ 101,02 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.
Na avaliação semanal, ambos os tipos de petróleo somaram uma alta de 5,89% para o Brent e 7,87% para o WTI.
Fatores que Contribuíram para a Alta
A valorização das cotações do petróleo pode ser atribuída às declarações do presidente Donald Trump, que indicou que sua paciência em relação ao Irã está se esgotando. Ele também mencionou que não há uma grande preocupação com a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos.
A recente cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, resultou em expectativas frustradas, já que não houve avanços concretos nas discussões. Informações contraditórias foram apresentadas pelas duas partes durante o encontro.
Trump reiterou que o líder chinês demonstra um forte apoio a restrições nucleares voltadas ao Irã e à reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que Xi teria acordado em não enviar armamentos ao Irã.
Em contraste, Pequim retratou a conversa de forma diferente, com o presidente Xi afirmando que “a força não resolve problemas” e defendendo a continuidade das negociações, sem mencionar a questão do Estreito de Ormuz.
Analistas do ING consideram que o foco principal do encontro entre Trump e Xi estava na busca por apoio chinês para resolver a situação no Irã, apesar da discussão sobre outras temáticas.
“Daqui para frente, os gestos concretos e ações tangíveis terão mais relevância do que meras declarações. Avanços significativos nas negociações sobre o Irã poderão sugerir que houve mais progresso nos bastidores do que se supunha anteriormente”, afirmaram os analistas.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, apontou que o processo de mediação liderado pelo Paquistão enfrenta grandes dificuldades.
Outra informação relevante é que os Emirados Árabes Unidos tentaram, sem sucesso, persuadir países vizinhos do Golfo Pérsico a desenvolverem uma resposta militar conjunta às ações do Irã, conforme informações divulgadas pela Bloomberg.
Fonte: www.moneytimes.com.br

