Petróleo cai cerca de 2% nesta terça-feira (06/01), levando Petrobras a resultados negativos

Petróleo cai cerca de 2% nesta terça-feira (06/01), levando Petrobras a resultados negativos

by Ricardo Almeida
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WTI e Brent recuam com perspectiva de superávit global

O mercado global de commodities enfrentou um impacto negativo nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026. Após um início de semana marcado por tensões, o **petróleo** viu sua trajetória inicial de alta se reverter, resultando em uma queda significativa. Essa diminuição foi impulsionada por uma percepção de oferta abundante, que ofuscou riscos geopolíticos existentes. No Brasil, essa movimentação refletiu diretamente no Ibovespa, com as ações da Petrobras perdendo força à medida que as cotações internacionais do “ouro negro” caíam ao longo do dia.


Desempenho das cotações do petróleo

O dia apresentou volatilidade acentuada para os contratos futuros de petróleo. O **Óleo Brent (CCOM:OILBRENT)**, que é a referência mundial, abriu com uma cotação de US$ 61,625, atingindo uma máxima de US$ 62,185 durante o pregão, mas, em seguida, perdeu força e fechou a US$ 60,49, o que representa uma retração de **1,92%** (VAR: -1,19).

Por sua vez, o **Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE)**, que é a referência norte-americana, seguiu uma trajetória semelhante. Após abrir a US$ 58,02 e atingir uma máxima de US$ 58,70, o contrato encerrou o dia com uma diminuição de **2,13%** (VAR: -1,24), fechando a US$ 56,875. A mínima registrada para o WTI ao longo do dia foi de US$ 56,75, evidenciando a pressão vendedora no mercado.

Fatores que pesaram sobre os preços hoje (06/01)

A mudança na percepção do mercado na data mencionada foi impulsionada por uma série de notícias que alteraram o entendimento sobre oferta e demanda:

  • Geopolítica e Venezuela: O mercado analisou os desdobramentos da captura de Nicolás Maduro. Anteriormente, esse evento gerou preocupações, mas o foco mudou para a possibilidade de redistribuição das reservas venezuelanas. Negociações entre os Estados Unidos e o novo cenário político sugerem que o petróleo, que antes era destinado majoritariamente à China, pode ser redirecionado para o mercado ocidental, aumentando, assim, a oferta imediata.

  • Relatório da AIE: A Agência Internacional de Energia (AIE) reafirmou as projeções de um superávit de produção para durante o ano de 2026, com estoques globais em crescimento, o que limita a possibilidade de recuperação dos preços.

  • Cenário Regional: O novo papel do México como fornecedor central para Cuba gerou tensões diplomáticas, mas isso não foi suficiente para sustentar os preços, especialmente diante da expectativa de uma demanda fraca.


Impacto nas petroleiras: Petrobras e setor nacional

A **Petrobras (BOV:PETR4)** não conseguiu resistir à queda do preço do petróleo. Além do cenário internacional desfavorável, o mercado também reagiu à suspensão temporária de perfurações na Foz do Amazonas, que ocorreu após um incidente operacional no campo de Morpho.

  • Na B3: As ações preferenciais **PETR4** caíram **1,85%**, fechando a R$ 29,64. As ordinárias **Petrobras (BOV:PETR3)** recuaram **1,92%**, encerrando o dia a R$ 31,15.

  • Em Nova York (NYSE): Os recibos de ações (ADRs) também sentiram a pressão. O ativo **PBR (NYSE:PBR)** teve uma queda de **1,10%** (cotado a US$ 11,61), enquanto o **PBR.A (NYSE:PBR.A)** cedeu **0,36%** (cotado a US$ 11,13).

Outras empresas do setor na Bolsa brasileira apresentaram um desempenho misto. A **Brava Energia (BOV:BRAV3)** teve uma leve queda de **0,06%** (cotada a R$ 15,70), enquanto a **PetroRio (BOV:PRIO3)** recuou **0,80%** (cotada a R$ 40,82). Em contrapartida, a **Petroreconcavo (BOV:RECV3)** e a **Refinaria de Manguinhos (BOV:RPMG3)** conseguiram encerrar o dia com estabilidade, apresentando variação de 0,00%.

Gigantes globais em queda

O pessimismo em relação ao preço do barril se espalhou globalmente, afetando as maiores operadoras do mundo. Em Nova York, a **Exxon Mobil (NYSE:XOM)** registou uma queda de **3,17%**, seguida pela **Chevron (NYSE:CVX)**, que teve uma queda expressiva de **4,24%**. A **ConocoPhillips (NYSE:COP)** também apresentou uma redução de **2,05%** em seu valor de mercado.

Na Europa, o cenário foi igualmente desafiador para a maioria das grandes empresas do setor:

  • No Reino Unido, a **BP (LSE:BP.)** apresentou uma queda de **0,78%**.

  • Na França, a **TotalEnergies (EU:TTE)** viu seu valor cair **1,34%** na Euronext.

  • Na Noruega, a **Equinor (NYSE:EQNR)** registou uma redução de **3,69%**.

  • Na Itália, a **Eni (BIT:ENI)** encerrou o dia em baixa de **3,57%**.

  • Uma das poucas exceções foi a **Shell (EU:SHEL)** na bolsa europeia, que conseguiu apresentar uma leve alta de **0,33%**, apesar de seus ADRs em Nova York terem caído mais de 2%.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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