Queda nos preços do petróleo
Os preços do petróleo sofreram uma diminuição pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, dia 7. Essa queda se deu em meio à análise dos investidores sobre um acordo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que permitirá a importação de até US$ 2 bilhões em petróleo da Venezuela. Essa ação está prevista para aumentar a oferta para o maior consumidor global de petróleo.
Valores de mercado
Os contratos futuros do petróleo Brent encerraram o dia com uma baixa de US$ 0,74, equivalente a uma diminuição de 1,2%, resultando em um preço final de US$ 59,96 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate, dos Estados Unidos, registrou uma queda de US$ 1,14, ou 2%, estabelecendo o preço em US$ 55,99 por barril. Em ambos os casos, os valores de referência tiveram uma redução superior a US$ 1 por barril durante a sessão anterior, com os participantes do mercado prevendo uma ampla oferta global para este ano.
Acordo com a Venezuela
A Venezuela terá a responsabilidade de “entregar” entre 30 milhões e 50 milhões de barris de “petróleo sancionado” aos Estados Unidos, conforme mencionado por Trump em uma publicação nas redes sociais na terça-feira. O acordo que foi estabelecido entre Washington e Caracas pode requerer, inicialmente, o redirecionamento de cargas que estavam destinadas à China, conforme informado por fontes à Reuters.
Mercado em alerta
“Os futuros do petróleo permanecem em uma situação defensiva após a liquidação do pregão de ontem, impulsionada pela notícia de que a Venezuela fornecerá aos EUA entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo”, declarou Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações do BOK Financial. Atualmente, a Venezuela possui milhões de barris de petróleo estocados em tanques e carregados em navios-tanque, que não foram transportados desde meados de dezembro, devido a um bloqueio nas exportações imposto por Trump.
Bloqueio e tensões políticas
Esse bloqueio faz parte de uma campanha de pressão dos Estados Unidos contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, cuja culminância incluiu a captura do presidente pelas forças norte-americanas no último fim de semana. Autoridades venezuelanas descreveram a captura de Maduro como um sequestro e acusaram os EUA de tentarem apropriar-se das vastas reservas de petróleo do país.
Apreensão de navio
No mesmo dia, os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro de bandeira russa, relacionado à Venezuela, que estava vazio, no Oceano Atlântico.
Fonte: www.moneytimes.com.br

