Comissão Europeia Anuncia Redução de Taxas de Importação de Fertilizantes
A Comissão Europeia declarou, no dia 7 de setembro, que irá diminuir as taxas de importação de determinados fertilizantes. Além disso, a instituição se comprometeu a apoiar uma legislação que poderia permitir a suspensão temporária da taxa de carbono nas fronteiras da União Europeia (UE). Essa ação tem o intuito de conquistar o apoio necessário para o acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco sul-americano.
Concessões e Apoio de Países Membros
As concessões feitas pela Comissão são parte de uma estratégia para garantir que a maioria dos 15 membros da UE, que representa 65% da população do bloco, aprove a assinatura do acordo com o Mercosul, prevista para ocorrer possivelmente na próxima semana. O acordo ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu antes de entrar em vigor.
Redução das Taxas de Importação
O comissário europeu de comércio, Maros Sefcovic, informou em coletiva de imprensa que a UE eliminará as taxas padrão de importação de fertilizantes, sendo 6,5% para a ureia e 5,5% para a amônia. Além disso, Sefcovic incentivou os parlamentares a legislar sobre a possibilidade de isenções temporárias da taxa de carbono nas fronteiras.
Críticas à Taxa de Carbono
Na quarta-feira, França e Itália solicitaram ao executivo da UE que excluísse os fertilizantes da taxa de carbono na fronteira, implementada em 1º de janeiro, que impõe taxas de emissão de CO2 sobre importações de acero, fertilizantes e outros produtos. O objetivo é evitar que esses produtos importados tenham vantagem sobre aqueles fabricados na Europa.
Benefícios do Acordo com o Mercosul
Os defensores do acordo comercial com o Mercosul, que foi elaborado há 25 anos, afirmam que ele se tornaria o maior acordo da UE em termos de reduções tarifárias. A expectativa é que o pacto seja essencial para aumentar as exportações, que já foram afetadas pelos impostos de importação dos EUA, além de ajudar a reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais essenciais.
Preocupações com a Agricultura
Os comissários europeus responsáveis pela agricultura, comércio e saúde buscaram tranquilizar os ministros sobre o financiamento futuro para os agricultores. Eles também discutiram a revisão dos controles de importação, incluindo os limites máximos permitidos de resíduos de pesticidas.
Resistência ao Acordo
No mês anterior, a Itália e a França, principais produtores agrícolas da UE, expressaram sua insatisfação, dificultando as expectativas de assinatura do acordo em dezembro. Ambas afirmaram que não estariam prontas para apoiar o pacto até que as preocupações dos agricultores quanto à entrada de commodities baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar, fossem adequadamente abordadas.
Apoio Potencial da Itália
Na terça-feira, 6 de setembro, a Comissão Europeia pareceu conseguir o apoio da Itália ao apresentar uma proposta de aceleração de 45 bilhões de euros (aproximadamente 52,61 bilhões de dólares) destinada ao apoio dos agricultores. Esta medida buscou aliviar os temores da classe agrícola em relação ao acordo.
Oposição de Outros Países
Apesar dos avanços, a Polônia e a Hungria ainda se opõem ao acordo. A França continua sendo bastante crítica em relação ao pacto. No entanto, a Irlanda, que é um grande produtor e exportador de carne bovina, sugeriu que poderia oferecer seu apoio ao acordo.
Colaboração entre Países
O primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, afirmou na quarta-feira que a Irlanda estava colaborando com países que possuem visão semelhante, incluindo Itália e França. Ele destacou que a implementação de salvaguardas contra potenciais aumentos nas importações seria essencial para garantir o apoio necessário ao acordo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


