PL apoia pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná; senador será suporte para Flávio Bolsonaro.

PL apoia pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná; senador será suporte para Flávio Bolsonaro.

by Ricardo Almeida
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Apoio do Partido Liberal à Candidatura de Sergio Moro

O Partido Liberal (PL) formalizou seu apoio à pré-candidatura de Sergio Moro (União-PR) para o governo do Paraná durante uma reunião realizada na sede do partido, na última quarta-feira (18).

Contexto do Apoio

Com essa decisão, os bolsonaristas encontram uma solução para a falta de palanque para o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Estado. Isso se dá em um cenário onde o governador Ratinho Junior (PSD) também está se posicionando para concorrer à Presidência da República e pretende apoiar seu próprio grupo.

Declarações de Valdemar Costa Neto

Após a reunião, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou: “Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente.”

Reunião Adicional de Sergio Moro

Moro está previsto para ter uma conversa com a federação de seu partido, União Progressista (União-PP), em relação à sua candidatura. Caso não consiga obter uma legenda para disputar, sua opção B é se filiar ao PL.

Valdemar mencionou que a filiação de Moro não foi confirmada nessa reunião, mas sugeriu que essa possibilidade existe. Ao sair do encontro, o senador optou por não comentar sobre o assunto.

Possíveis Desdobramentos

“Não ficou definido nada disso. Ele (Moro) vai conversar agora para ver o que é melhor para ele. (…) E talvez com o 22 (sigla do PL) o Moro ganhe a eleição no primeiro turno, agora precisa ver se ele vem para o partido ou não”, foram as declarações de Costa Neto.

Relação com Ratinho Junior

O dirigente negou que o apoio ao ex-juiz represente um rompimento com o grupo de Ratinho no Paraná. Os bolsonaristas e o partido de Gilberto Kassab tiveram desentendimentos nas eleições municipais de 2024 e atualmente buscam desenvolver seus próprios projetos presidenciais.

“Não rompemos nada. O Ratinho mora no meu coração. Mas acontece que ele vai sair candidato a presidente, e daí vamos fazer zero voto no Paraná?”, destacou Valdemar.

Desafios de Sergio Moro

Moro tem enfrentado dificuldades em obter apoio dentro de sua própria sigla para concorrer à sucessão de Ratinho. Em dezembro, o diretório do PP no Paraná decidiu, por unanimidade, vetar sua candidatura para o governo do estado, alegando que o nome dele não seria homologado pela federação. Moro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, classificou essa decisão como uma “imposição arbitrária”.

Reunião do PP

A cúpula do PP no estado se reuniu em Curitiba, contando com a presença do presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), que apoiou a decisão de veto ao ex-juiz. “O partido no Paraná não irá homologar o nome do candidato Moro. Dos 27 Estados, este é o mais relevante diretório, mas é o único que ainda está tendo essa discussão”, declarou Nogueira ao deixar a reunião.

Encontro com Flávio Bolsonaro

O encontro entre Valdemar e Moro ocorre uma semana após o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), ter se reunido com Ratinho para solicitar apoio à candidatura presidencial do PL. O aceite da proposta implicaria que Ratinho abrisse mão de sua própria candidatura, atualmente em disputa dentro do PSD.

Outros dois governadores, Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), estão buscando se firmar como candidatos ao Palácio do Planalto por meio de sua sigla. Ratinho, por sua vez, respondeu a Marinho que o PSD ainda não havia decidido quem será o presidenciável e que não poderia responder pela legenda, conforme informaram aliados do governador. Foi acordado entre eles que teriam uma nova conversa até o fim de março.

Irritações no Contexto Político

Aliados de Ratinho relataram ao Estadão que o governador levaria a Flávio a irritação provocada pela postura do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições municipais de 2024. Naquela ocasião, existia um acordo que permitia ao PL indicar o vice na chapa do candidato à prefeitura de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), apadrinhado por Ratinho.

Apesar da decisão do PL de escolher o bolsonarista Paulo Martins para a vaga, Bolsonaro acabou apoiando a candidata rival Cristina Graeml (inicialmente no PMB, atualmente no União Brasil). Esse apoio foi considerado crucial para que Graeml, que era novata na política, assegurasse sua colocação no segundo turno, embora tenha sido derrotada. O episódio surpreendeu o PL, e as lideranças do PSD paranaense agora buscam evitar novas desavenças nas eleições deste ano.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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