Mercado de Trabalho Brasileiro em Maio de 2026
O mercado de trabalho no Brasil demonstrou um quadro de estabilidade no trimestre encerrado em maio de 2026, com uma leve retração na taxa de desocupação. Este movimento mantém a tendência de melhora gradual em comparação ao ano anterior, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa de Desemprego e Desempregados
A taxa de desocupação foi registrada em 5,6%. Esse valor representa uma leve queda em relação ao trimestre anterior, que apresentou uma taxa de 5,8% entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, e uma redução de 0,6 ponto percentual em comparação ao mesmo período no ano passado, que foi de 6,2%. Em termos absolutos, a população desocupada totalizou 6,1 milhões de pessoas, mantendo estabilidade em relação à comparação trimestral e apresentando um recuo de 9,3% em relação ao ano anterior, o que corresponde a uma diminuição de 624 mil indivíduos.
Oportunidades de Trabalho
No que diz respeito à população ocupada, o total chegou a 102,7 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 0,5% no trimestre, equivalente a mais 558 mil pessoas empregadas, e um crescimento de 0,8% em relação ao ano anterior, correspondente a mais 840 mil pessoas. O nível de ocupação foi ajustado para 58,6%, com uma ligeira variação positiva no trimestre, permaneceu estável quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Subutilização e População Subocupada
A taxa composta de subutilização apresentou uma redução, ajustando-se para 13,3%. Essa queda foi de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,6 ponto percentual quando comparada ao mesmo período do ano passado. A população subutilizada, que inclui aqueles que desejam trabalhar mais horas, somou 15,1 milhões de pessoas, com uma diminuição de 5,7% na comparação trimestral e um recuo de 11,3% em relação ao ano anterior.
A subocupação por insuficiência de horas elevou a cifra a 4,1 milhões de pessoas, com uma retração de 5,7% no trimestre e uma queda de 10,6% no comparativo anual. Por outro lado, a população fora da força de trabalho se manteve estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou um crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 66,5 milhões de pessoas.
População Desalentada
A quantidade de pessoas desalentadas foi de 2,4 milhões, apresentando uma queda de 10,2% no trimestre e uma redução de 14,6% em comparação ao ano passado. O percentual de indivíduos desalentados situou-se em 2,2%, com diminuições observadas em ambas as análises.
Empregos no Setor Formal e Informal
No setor formal, o número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu em 39,3 milhões, sem variação significativa tanto na comparação trimestral quanto anual. A quantidade de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado totalizou 13,4 milhões, também mantendo estabilidade em ambas as análises.
Os trabalhadores autônomos foram contabilizados em 26,0 milhões, enquanto o número de trabalhadores domésticos alcançou 5,4 milhões, mantendo-se estável no trimestre, mas com uma redução de 328 mil pessoas em relação ao ano passado. A taxa de informalidade foi registrada em 37,3%, apresentando um leve declínio em comparação a trimestres anteriores.
Rendimento e Massa de Rendimento
O rendimento real habitual foi de R$ 3.726, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, enquanto houve um aumento de 4,0% em comparação ao ano anterior. A massa de rendimento totalizou R$ 377,7 bilhões, também estável no trimestre e com um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior.
Força de Trabalho e Setores em Crescimento
A força de trabalho totalizou 108,8 milhões de pessoas, apresentando um aumento de 0,4% em comparação ao trimestre anterior, mantendo-se estável em relação ao mesmo período do ano passado. Nos diferentes setores de atividade econômica, houve crescimento nas áreas de transporte, administração pública, saúde e educação, enquanto outros setores não mostraram variações relevantes no curto prazo.
Esses dados sugerem uma maior estabilidade no mercado de trabalho, com uma redução nos índices de subutilização e uma melhora gradual da ocupação, ainda que existam sinais de acomodação em segmentos formais e uma continuidade na informalidade observada.
Fonte: br.-.com