Preço do milho atinge menor patamar em 8 meses devido à baixa demanda e início da colheita, segundo Cepea.

Preço do milho atinge menor patamar em 8 meses devido à baixa demanda e início da colheita, segundo Cepea.

by Ricardo Almeida
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Queda nos Preços do Milho

Os preços do milho estão em declínio no início de junho em várias regiões produtoras do Brasil. Um dos indicadores de referência no país registrou o menor valor nominal em oito meses recentemente, enquanto os compradores permanecem afastados do mercado “spot” e a colheita da segunda safra está apenas começando.

Preços e dados do mercado

Na quarta-feira, o preço do milho foi encerrado a R$64,51 por saca de 60 kg (base Campinas), o que representa a menor cotação desde 1º de outubro, quando o valor era de R$64,31 por saca, conforme informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No ano anterior, o Brasil colheu a maior safra de sua história.

Demanda e Estoques

Segundo o centro de estudos da Esalq/USP, “demandantes nacionais, além de possuírem estoques para o consumo a curto prazo, continuam atentos à colheita da segunda safra e aos recentes recuos nos preços internacionais, que diminuem a paridade de exportação e, por consequência, influenciam as cotações internas”.

Os preços médios nas praças acompanhadas pelo Cepea diminuíram 1,4% no mercado de balcão (preço percebido pelo produtor) e 0,6% no mercado de lotes (negociações entre empresas), no período de 28 de maio a 3 de junho.

Quedas Regionais

As quedas têm sido mais significativas em regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste, onde Mato Grosso já iniciou a colheita da segunda safra. Entre 28 de maio e 3 de junho, o milho registrou uma desvalorização expressiva de 3,2% em Sorriso (MT), com o preço de R$43,91 por saca. Durante o mesmo período, as baixas foram de 1% em Rio Verde (GO) e em Chapadão do Sul (MS).

Limitações nas Negociações

Do lado dos vendedores, aqueles que não necessitam de liquidez imediata ou espaço nos armazéns ainda estão restringindo as vendas. “Nesse contexto, os agentes aguardam uma sustentação nos preços, fundamentada na perspectiva de menor produção em 2025/26 e nos possíveis impactos na produtividade devido à seca, especialmente em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná”, afirmou o Cepea.

Safra 2025/26

A safra 2025/26 do Brasil, conforme estimativas da estatal Conab, está projetada em mais de 140 milhões de toneladas, sendo considerada, até o momento, a segunda maior da história, perdendo apenas para o recorde do ciclo anterior.

Situação do Mercado de Soja

No setor da soja, a liquidez está elevada no início de junho, impulsionada pelo ritmo intenso das exportações e pela demanda aquecida da indústria doméstica de processamento, relata o Cepea.

Influência da Safra

Esse cenário tem limitado uma queda mais acentuada nos preços da oleaginosa, mesmo com a colheita recorde apresentada no Brasil e com as perspectivas otimistas para a oferta global, que incluem o avanço da colheita na Argentina e o início da semeadura nos Estados Unidos.

Indicador Cepea/Esalq

O Indicador Cepea/Esalq – Paranaguá caiu 0,7% entre os dias 28 de maio e 3 de junho, encerrando a quarta-feira a R$130,02 por saca de soja.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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