O Brasil se destaca como um protagonista nas discussões sobre biocombustíveis durante a COP30, realizada em Belém, apresentando seu modelo bem-sucedido de produção e utilização de etanol.
O compromisso formalizado no “Pledge de Belém” estabelece um objetivo audacioso de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis até o ano de 2035. Esse compromisso coloca os biocombustíveis em uma posição importante na agenda global de descarbonização, conforme destacou Evandro Gussi, presidente da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), em declaração à CNN Money.
A experiência do Brasil, que se estende por cinco décadas por meio do programa Proálcool, atrai a atenção internacional, especialmente de países como a Índia, que atualmente já alcançou uma mistura de 20% de etanol em seus combustíveis. Para Gussi, o modelo brasileiro é uma prova de que é possível implementar soluções práticas e economicamente viáveis para a redução das emissões de carbono.
Complementaridade com veículos elétricos
O presidente da UNICA enfatizou que o setor de biocombustíveis defende a coexistência harmônica com outras tecnologias, incluindo a eletrificação veicular. A hibridização, que combina motores elétricos com o uso de etanol, representa uma solução eficiente para acelerar o processo de descarbonização, proporcionando resultados imediatos na redução de emissões.
Em termos de capacidade produtiva, o Brasil possui um potencial considerável para aumentar sua produção de etanol, isso sem comprometer a segurança alimentar ou gerar desmatamento.
O país abriga aproximadamente 40 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser parcialmente convertidas para a produção agrícola. Além disso, tecnologias disponíveis permitem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar sem a necessidade de expansão territorial.
No que diz respeito ao mercado internacional, Gussi ressaltou que o etanol brasileiro se diferencia por sua baixa pegada de carbono, emitindo 21 gramas de CO2 por litro. Em contrapartida, o etanol produzido nos Estados Unidos emite 56 gramas. Esta diferença significativa reforça a posição do Brasil como referência em combustíveis sustentáveis e evidencia sua capacidade de contribuir para as metas globais de redução de emissões.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

