Prévia do PIB e projeções do IPCA e Selic têm grande relevância na semana de Super Quarta; confira os principais destaques do mercado em tempo real.

Agenda Econômica nos Próximos Dias

Nos próximos dias, a agenda econômica trará importantes divulgações. Na terça-feira, dia 16, será publicada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua referente a julho. Na quarta-feira, estão programadas a divulgação do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de setembro e do Índice de Preços ao Consumidor do município de São Paulo (IPC-Fipe) da segunda quadrissemana do mês.

Também na quarta-feira, haverá a divulgação de uma nova pesquisa realizada pela Genial/Quaest que abordará a avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a reação dos brasileiros em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Movimentações no Exterior

No cenário internacional, nesta segunda-feira, Isabel Schnabel, do Banco Central Europeu (BCE), participará de um encontro de economistas do Banco de Investimentos Europeu.

Na quarta-feira, será definida a taxa de juros do Canadá e será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto da zona do euro. No dia seguinte, serão apresentados os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, a decisão do Banco Central da África do Sul, além de eventos com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Na sexta-feira, dia 19, ocorrerão as decisões do Banco Central japonês e do Banco Central da China.

Ibovespa Hoje: Principais Assuntos

Bolsas Globais e Expectativas do Fed

A semana começa com a maioria dos ativos apresentando alta moderada. Os futuros de Nova York não apresentam uma direção única, enquanto as bolsas de valores europeias avançam. Este movimento ocorre em meio a preocupações com a questão comercial e expectativas em relação à decisão do Federal Reserve (Fed), que indicam um possível início da redução das taxas de juros na chamada “Super Quarta”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a pressionar o Fed, afirmando que espera “um grande corte”. O republicano renovou seus pedidos para que Lisa Cook, diretora do banco central norte-americano, seja demitida.

No domingo, dia 14, delegações dos Estados Unidos e da China iniciaram uma quarta rodada de negociações tarifárias em Madri, na Espanha, enquanto a trégua atual entre as duas maiores economias do mundo está programada para terminar em novembro. Trump comentou que as negociações “estão indo bem”.

As bolsas asiáticas fecharam hoje sem uma direção clara, refletindo dados econômicos desfavoráveis da China, que afetaram a cidade de Xangai, enquanto uma decisão que favorece investidores na Coreia do Sul elevou o mercado em Seul a um novo recorde.

A produção industrial da China, por exemplo, registrou um crescimento de 5,2% na comparação anual de agosto, abaixo dos 5,7% registrados em julho e também abaixo da expectativa do mercado, que era de um aumento de 5,8%. Da mesma forma, as vendas no varejo cresceram 3,4% no mesmo período, inferior aos 3,7% do mês anterior.

Previsões de Mercado: Selic e Inflação

O boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou, nesta segunda-feira, as previsões para os principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a taxa Selic. A decisão sobre os juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está agendada para a Super Quarta-feira.

A mediana das projeções para a inflação brasileira em 2025 mostrou um recuo, passando de 4,85% para 4,83%, ainda assim acima do teto da meta estabelecida, que é de 4,5%.

Em relação aos juros, o relatório do BC prevê a manutenção da taxa Selic em 15% para este ano. Para 2026, as previsões foram reduzidas, caindo de 12,50% para 12,38%, após um período de estabilidade. Detalhes adicionais da pesquisa Focus podem ser encontrados nesta matéria.

Resultados do IBC-Br: Queda da Atividade

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, apresentou uma queda de 0,53% em julho em comparação a junho, conforme revelado pelo Banco Central nesta segunda-feira. No mês anterior, o índice havia apresentado uma redução de 0,25%, que foi revisada de -0,06%.

O resultado de julho ficou abaixo da mediana da pesquisa “Projeções Broadcast”, que indicava uma queda de 0,30%. As estimativas do mercado variavam entre uma baixa de 0,80% e uma alta de 0,90%.

Na comparação com julho de 2024, o IBC-Br registrou um crescimento total de 1,15% em uma série sem ajuste sazonal, que também ficou abaixo da mediana da pesquisa “Projeções Broadcast”, que era de 1,50%. As estimativas do mercado variavam de 0,80% a 4,0%.

Commodities: Petróleo em Alta e Minério em Queda

O petróleo apresenta crescimento, aumentando os ganhos acumulados na semana passada, após um ataque com drones da Ucrânia a uma refinaria na Rússia. Nesta manhã, o barril do WTI para outubro subia 0,33%, sendo cotado a US$ 62,90, enquanto o barril do Brent para novembro avançava 0,27%, chegando a US$ 67,17.

No que tange às commodities, o minério de ferro na Dalian Commodity Exchange, referente ao mercado futuro para janeiro de 2026, fechou em queda de 0,31%, cotado a 796 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 111,71.

Os American Depositary Receipts (ADRs) da Vale (VALE3) apresentavam um aumento de 0,19% no pré-mercado de Nova York durante a manhã de hoje. Por outro lado, os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) mostravam uma elevação de 0,71%.

Expectativas para o Ibovespa

O viés positivo das bolsas internacionais e a alta das cotações do petróleo podem influenciar diretamente o Índice Bovespa ao longo do dia. Os investidores continuam a avaliar os dados do IBC-Br referentes ao mês de julho.

Contudo, a queda no preço do minério de ferro poderá representar um risco para uma possível elevação do principal índice da B3, que já havia realizado parte de seus ganhos recentes na sexta-feira, dia 12, diante de sinais de enfraquecimento na economia chinesa.

O resultado do IBC-Br pode não ser suficiente para impactar os juros futuros, que parecem estar mais suscetíveis aos rendimentos dos Treasuries, moedas que estão operando próximas da estabilidade nesta manhã, além de questões políticas após a condenação de Bolsonaro no STF, gerando receios sobre possíveis retaliações dos EUA em relação ao Brasil.

No mercado de câmbio, o dólar pode apresentar uma queda em relação ao real, acompanhando as tendências do mercado externo, embora a queda da sexta-feira possa atuar como um limitador para essa movimentação.

Esses e outros elementos que compõem o cenário do dia estarão sob a observação dos investidores e poderão influenciar as negociações na bolsa de valores brasileira, afetando o desempenho do Ibovespa ao longo do dia.

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