Professores que atuam no ensino infantil, fundamental e médio tiveram suas remunerações iniciais recentemente analisadas. O levantamento intitulado “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, realizado pelo Movimento Profissão Docente, examina quanto os educadores da rede pública, em fase inicial de carreira, receberam em 2025.
De forma geral, a remuneração para professores iniciantes foi de aproximadamente R$ 6.212,36, excluindo-se gratificações ou prêmios. Esse montante corresponde a quatro salários mínimos, equivalente a 128% do Piso Nacional. No contexto de 2025, o piso salarial para professores era de R$ 4.868.
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Gratificações e Impacto na Aposentadoria dos Professores
Nos casos em que existiam gratificações, a remuneração podia alcançar até R$ 6.599,46. No entanto, essas quantias adicionais não são consideradas na base de contribuição previdenciária. De acordo com o Movimento Profissão Docente, após a Reforma da Previdência de 2019, essa prática não reflete na aposentadoria do educador.
Além disso, as gratificações, que são igualmente conhecidas como vantagens pecuniárias, podem afetar a sustentabilidade fiscal e o planejamento de carreira dos docentes.
Análise da Remuneração Inicial
Uma das constatações do estudo aponta que 16 redes estaduais mantêm o mesmo valor salarial para professores que lecionam em escolas de tempo parcial e integral.
Adicionalmente, 11 redes estaduais oferecem gratificações para docentes que dediquem sua carga horária de forma exclusiva ou em tempo integral. Com isso, a remuneração média inicial dos professores atingiu R$ 7.296,41.
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Salário Médio Inicial por Estado
Os dados apresentados foram organizados por estado, mostrando que a média salarial para professores sem licenciatura, que atuam em uma carga horária de 40 horas semanais e sem considerar gratificações, ficou estabelecida da seguinte maneira:
- Mato Grosso do Sul – R$ 13.007,12;
- Mato Grosso – R$ 7.343,44;
- Distrito Federal – R$ 6.427,71;
- Goiás – R$ 5.160,49;
- Maranhão – R$ 8.452,03;
- Paraíba – R$ 6.944,09;
- Rio Grande do Norte – R$ 6.814,88;
- Sergipe – R$ 6.176,76;
- Pernambuco – R$ 5.841,91;
- Alagoas – R$ 5.767,15;
- Piauí – R$ 4.984,17;
- Bahia – R$ 4.965,24;
- Ceará – R$ 4.961,73;
- Pará – R$ 8.289,86;
- Roraima – R$ 7.700,47;
- Amapá – R$ 6.600,98;
- Tocantins – R$ 6.130,70;
- Amazonas – R$ 5.631,18;
- Acre – R$ 5.370,35;
- Rondônia – R$ 5.118,41;
- Espírito Santo – R$ 5.685,97;
- São Paulo – R$ 5.565,00;
- Minas Gerais – R$ 4.867,97;
- Rio de Janeiro – R$ 4.867,77;
- Rio Grande do Sul – R$ 5.111,05;
- Santa Catarina – R$ 5.026,80;
- Paraná – R$ 4.920,55.
Além disso, conforme mencionam os organizadores do estudo, cada Estado e o Distrito Federal analisaram os dados antes da divulgação da pesquisa. No entanto, segundo informes do Estadão, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) manifestou que as comparações entre os estados não levam em conta as particularidades fiscais, jurídicas e administrativas de cada região.
O piso salarial para professores da educação básica na rede pública sofreu um reajuste. No final de janeiro de 2026, a Secretaria de Comunicação Social anunciou o novo valor, fixado em R$ 5.130,63. Este valor é aplicável a educadores que trabalham com uma carga horária semanal de 40 horas.
Fonte: timesbrasil.com.br

