Expectativas para o PIB do Quarto Trimestre de 2025
O Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025, que será divulgado nesta terça-feira, 3 de fevereiro, indica que a economia brasileira deve apresentar um desempenho praticamente estagnado ao final do ano, conforme as estimativas do mercado.
Projeções do Mercado
A mediana das previsões coletadas pelo Broadcast sugere um crescimento de 0,1% no quarto trimestre, em comparação com os três meses anteriores, já ajustados sazonalmente. O Itaú BBA também projeta o mesmo aumento. Na análise anual, a expectativa do Itaú BBA é de um crescimento de 1,8%, mantendo o mesmo ritmo observado no terceiro trimestre. Para o ano de 2025 como um todo, o consenso do Broadcast aponta para uma expansão econômica de 2,3% no Brasil.
Setores em Destaque
Do lado da oferta, o Itaú BBA prevê uma desaceleração da indústria, com um crescimento estimado de 0,8% em comparação ao ano anterior, cifra abaixo dos 1,7% verificados no trimestre anterior. Por outro lado, o setor de serviços deve apresentar maior tração, com expectativa de crescimento de 2,1% na mesma base de comparação, em contraste com os 1,3% registrados no terceiro trimestre. A agropecuária, embora continue apresentando desempenho positivo, deve registrar crescimento em um ritmo reduzido, com uma alta estimada de 7,0% após uma expansão de 10,1% no trimestre anterior.
Destaques de Consumo e Investimento
No que se refere à demanda, o consumo das famílias deverá ser o principal destaque, com uma expectativa de aceleração para um crescimento de 1,6% em comparação ao ano anterior, frente ao crescimento de 0,4% verificado no trimestre anterior. Por outro lado, os investimentos devem indicar uma perda de força, com um crescimento estimado em 1,0%, abaixo dos 2,3% registrados no terceiro trimestre.
Se essas projeções se confirmarem, o resultado reforçará a percepção de que a economia brasileira fechou 2025 em um ritmo moderado, tendo como sustentação principal o setor de serviços e o consumo, enquanto a formação de capital começa a dar sinais de maior cautela.
Fonte: www.moneytimes.com.br

