Governador Eduardo Leite e a Identidade do PSD
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, expressa sua convicção de que a escolha do pré-candidato do Partido Social Democrático (PSD) à Presidência da República desempenhará um papel fundamental na definição da identidade do partido frente ao cenário nacional. Em meio a uma disputa interna para garantir sua candidatura, Leite destaca que o PSD precisa tomar uma decisão importante: se irá se alinhar a pautas como indulto e anistia, defendidas por seu adversário interno, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ou se buscará se posicionar como uma alternativa à polarização entre o atual presidente Lula e o bolsonarismo.
A Importância da Candidatura
"Essa primeira candidatura à presidência da República pelo PSD vai ser definidora da identidade que o PSD deseja ter pela frente para o Brasil, sem dúvida nenhuma", afirmou Leite durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, na quarta-feira, 25.
Ele ressaltou que ele e o governador Caiado compartilham várias convergências, mas também apresentam divergências significativas. O desafio, segundo Leite, está em decidir se o PSD se tornará um partido que defende indulto e anistia, ou se mudará seu foco para discutir um Brasil diferente. "A gente vai construir um País diferente e sem adesão a um polo ou outro, com uma alternativa real de poder para o Brasil", declarou.
Reuniões com o Presidente Nacional do PSD
Leite se reúne com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para deliberar sobre a trajetória do partido na disputa presidencial. O governador do Paraná, Ratinho Junior, que era o preferido de Kassab, anunciou sua desistência da corrida no início da semana. Com a saída de Ratinho, Caiado passou a ser visto como o candidato favorito dentro da legenda.
Compromisso com a Autenticidade
Leite enfatizou que ainda não há uma decisão final e informou que está "vivamente dedicado" a demonstrar a Kassab e aos demais membros do partido que existem razões para acreditar na viabilidade eleitoral do PSD, desde que a legenda mantenha sua autenticidade e se posicione como um terceiro polo, evitando assim "simplesmente gravitar em torno de um deles". Na visão de Leite, isso ocorreria caso a candidatura de Caiado avançasse, devido à sua proximidade com a ideologia bolsonarista.
Cenário Eleitoral Complexo
"A circunstância é complexa, claro que é, não dá para fingir que tem um cenário eleitoral e político bem tranquilo e fácil. É claro que ele é complexo e difícil, mas pode ser rompido se a gente trouxer uma mensagem diferente", indicou Leite. Ele acrescentou que, se surgir uma candidatura que se mantenha focada em um dos polos, isso poderá resultar em uma disputa estreita, aprofundando ainda mais a divisão política e não cooperando para a construção de um caminho alternativo no país.
Foco Exclusivo no Palácio do Planalto
Leite declarou que ele somente deixará o mandato de governador para se candidatar à Presidência e, caso não seja escolhido, permanecerá em seu cargo até o final, descartando a ideia de concorrer ao Senado. Além disso, ele rejeitou a hipótese de assumir o cargo de vice ou de deixar o PSD.
"Modéstia à parte, a legitimidade que eu carrego por ter escolhido, na minha vida política, não aderir a um desses campos, do bolsonarismo ou do lulismo, me permite hoje me apresentar para o Brasil como uma alternativa de liderança de um projeto diferente", afirmou Leite. "Então, não estou discutindo ser vice, ser alternativa de Senado, nem nada. A minha intenção e a minha disposição firme é de liderar um projeto."
Fonte: www.moneytimes.com.br
