Quais são os próximos passos na investigação do caso Master-BRB? Entenda.

Quais são os próximos passos na investigação do caso Master-BRB? Entenda.

by Ricardo Almeida
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Investigação da Compra do Banco Master

A investigação sobre possíveis irregularidades na compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) entra em uma nova fase decisiva. Após várias prisões, liquidações determinadas pelo Banco Central e disputas judiciais envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal inicia a coleta de depoimentos.

Coleta de Depoimentos

Na segunda-feira, dia 26, a Polícia Federal começou a ouvir oito investigados que estão envolvidos no inquérito da Operação Compliance Zero. Esta operação foi lançada em novembro de 2025 e resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além de outras prisões e na execução de mandados de busca e apreensão.

As oitivas se estenderão até terça-feira, dia 27, e ocorrerão por videoconferência ou em uma sala do STF, entre 8h e 16h, conforme a determinação do relator do caso, o ministro Dias Toffoli.

Investigados pela PF

Os indivíduos que serão ouvidos pela Polícia Federal no contexto da operação Compliance Zero incluem:

  • Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de finanças e controladoria do BRB;
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia, empresário;
  • Henrique Souza e Silva, empresário;
  • Alberto Felix de Oliveira, superintendente de tesouraria do Banco Master;
  • Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do BRB;
  • Luiz Antonio Bull, ex-diretor executivo do Banco Master;
  • Angelo Antonio Ribeiro da Silva, executivo do Banco Master;
  • Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master.

Mudanças no Cronograma

O cronograma inicial previa que os depoimentos fossem realizados ao longo da última semana de janeiro e da primeira semana de fevereiro. No entanto, a programação foi alterada após a ordem do ministro Toffoli, que optou por concentrar as oitivas em dois dias consecutivos no tribunal.

Entre os investigados, estão diretores do Banco Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos envolvidos com as instituições financeiras. A expectativa da Polícia Federal é aprofundar as investigações sobre a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsificadas ao BRB, bem como sobre uma estrutura paralela de fundos e ativos inflacionados que, conforme alegações do Banco Central, teria elevado artificialmente o patrimônio do Banco Master em operações realizadas com a gestora Reag DTVM, totalizando outros R$ 11,5 bilhões.

Conflitos na Condução do Inquérito

A condução do inquérito tem sido marcada por embates entre a Polícia Federal e o relator do caso. Além de decidir sobre o formato e o local das oitivas, Toffoli determinou que os celulares apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero ficassem sob custódia exclusiva da Procuradoria-Geral da República (PGR), limitando o acesso da PF aos dispositivos.

Em uma decisão anterior, o ministro havia estipulado que todos os itens apreendidos fossem enviados ao STF. No entanto, essa medida foi reconsiderada para permitir o acesso à PGR, após alertas da Polícia Federal e da Procuradoria sobre o risco de perda de dados caso a extração não fosse realizada rapidamente, em razão das características técnicas dos aparelhos.

Na segunda-feira, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que o inquérito avança em “absoluta regularidade” sob a relatoria de Toffoli. Contudo, decisões recentes do ministro têm sido vistas por agentes federais como uma interferência indevida nas funções da corporação e na condução da investigação.

Expectativas para os Depoimentos

O diretor-geral expressou a expectativa de que os depoimentos ofereçam informações significativas para a instrução do processo. Ele afirmou: “Os delegados devem fazer perguntas”.

A primeira fase da Operação Compliance Zero resultou na prisão de Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, um dia antes de o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do Banco Master. Ele é acusado de liderar um esquema que teria comercializado créditos fictícios ao BRB, mas foi liberado posteriormente.

Após a liquidação do Banco Master, o Banco Central também determinou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários – nova denominação da Reag Trust – no último dia 15, assim como do Will Bank na quarta-feira passada, dia 21.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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