Rafael Góis: Conheça o CEO da Fictor e sua conexão com a compra do Banco Master - Times Brasil

Rafael Góis: Conheça o CEO da Fictor e sua conexão com a compra do Banco Master – Times Brasil

by Fernanda Lima
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O Grupo Fictor, uma holding multissetorial com atuação no Brasil, Portugal e Estados Unidos, apresentou na última sexta-feira, 1º de fevereiro, um pedido de recuperação judicial ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Este movimento ocorre em meio a uma crise de liquidez estimada em R$ 4 bilhões.

A dificuldade financeira da empresa surgiu logo após uma tentativa de aquisição do Banco Master, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, conforme reportado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

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Segundo Rafael Góis, sócio-fundador e CEO da holding, o pedido de recuperação deve-se a uma “crise de liquidez momentânea” gerada por especulações e pela cobertura negativa da mídia que se seguiu à tentativa não concretizada de compra do banco. A empresa ressalta que não havia registros anteriores de atrasos no cumprimento de suas obrigações financeiras e que seu objetivo é saldar todos os compromissos na íntegra, sem descontos sobre os créditos.

O pedido de recuperação judicial também inclui uma solicitação de tutela de urgência para a suspensão de execuções e bloqueios por um período de 180 dias. Esse prazo é estipulado por lei para facilitar as negociações de um plano de recuperação e para proteger a liquidez da holding.

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Esse pedido visa a reestruturação das obrigações financeiras da holding, garantindo, assim, a continuidade de suas operações e a preservação de mais de 10 mil empregos, diretos e indiretos.

Quem é Rafael Góis?

Rafael Góis iniciou sua trajetória no mercado financeiro aos 16 anos. Com mais de 25 anos de experiência, atuou em setores variados, incluindo o industrial, financeiro e imobiliário. Em 2007, ele fundou o Grupo Fictor, com a meta de proporcionar excelência operacional, solidez financeira e um foco no crescimento sustentável.

Sob sua direção, o grupo diversificou seu portfólio, expandindo de soluções tecnológicas para áreas como logística e digitalização de processos corporativos, até se tornar uma holding com participações em setores estratégicos, como alimentos, infraestrutura e serviços financeiros.

A Fictor também buscou crescer internacionalmente, estabelecendo escritórios em Miami e Lisboa, que se dedicam a operações financeiras B2B, oferta de crédito e atração de investidores estrangeiros.

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No Brasil, a sede em São Paulo concentra suas operações e parte significativa da governança corporativa. O grupo é controlado por meio da Fictor Holding e conta com dois sócios principais: Rafael Paixão, que se dedica ao setor financeiro, e Phillippe Rubini, responsável pelas relações corporativas e pela comunicação estratégica da empresa.

Fictor e a tentativa de aquisição do Banco Master

A recente crise enfrentada pelo grupo está estreitamente ligada à tentativa de aquisição do Banco Master. Um consórcio liderado por Góis havia formalizado uma oferta para a compra e a transferência de controle da instituição financeira, contudo, a liquidação do banco foi ordenada pelo Banco Central um dia após essa oferta.

De acordo com a Fictor, essa situação gerou uma onda de especulações e reportagens negativas, que acabaram afetando a liquidez da holding e de suas empresas controladas.

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A apresentação do pedido de recuperação judicial permite que o Fictor negocie novos prazos e condições de pagamento com seus credores, sem que suas operações sejam interrompidas.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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