Nesta quarta-feira, dia 11, a produtora e distribuidora de combustíveis Raízen anunciou que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial. A joint venture resultante da parceria entre a Shell e a Cosan planeja renegociar suas dívidas não operacionais diretamente com os credores. O valor total das dívidas, conforme indicado no documento oficial, é de R$ 65,1 bilhões.
Atualmente, segundo um Fato Relevante divulgado pela companhia, já 47% dos credores aderiram ao plano de recuperação extrajudicial. No entanto, para que a solicitação seja aprovada pela Justiça de São Paulo, é necessário o apoio de 50% mais um dos credores.
Essa situação implica que os bancos e investidores que forneceram recursos à empresa, seja por meio de financiamentos ou pela aquisição de títulos de dívida, precisam concordar com os termos da renegociação. Caso a maioria aceite o plano proposto, a Justiça poderá homologar o acordo e autorizar a empresa a prosseguir com a reestruturação financeira.
Detalhamento das Dívidas
De acordo com informações veiculadas pelo Estadão, a Raízen possui, no mínimo, os seguintes compromissos financeiros:
- US$ 5 bilhões em dívidas com detentores de bonds no exterior;
- US$ 5 bilhões com instituições bancárias;
- US$ 3 bilhões em títulos no mercado local.
Credores da Raízen
No que diz respeito às instituições financeiras, a Raízen deve quantias significativas a bancos como Itaú, Santander e Bradesco.
Em 19 de fevereiro de 2026, esses três bancos firmaram uma carta que representava os credores bancários locais. Essa carta também foi assinada pelo banco de investimentos Moelis & Company, que representa os “bondholders”.
No dia 22 de fevereiro seguinte, bancos estrangeiros enviaram uma segunda correspondência, com a participação de instituições respeitáveis, como JPMorgan, Bank of America, BNP, Sumitomo e Crédit Agricole. O Banco do Brasil também se juntou à versão mais recente da correspondência.
Próximos Passos da Raízen
Atualmente, a Raízen aguarda a deliberação sobre seu pedido de recuperação extrajudicial. Se conseguir a adesão da maioria dos credores, a companhia poderá ter a suspensão temporária da cobrança de suas dívidas por um período aproximado de 90 dias. Além disso, o processo de alongamento dos prazos será acompanhado por uma injeção de capital de R$ 4 bilhões, provenientes da Shell e do sócio-fundador da Cosan, Rubens Ometto.
Fonte: timesbrasil.com.br

