Raízen e Usiminas se destacam, enquanto Hapvida enfrenta queda: Ibovespa registra alta de 1,18% na semana.

Raízen e Usiminas se destacam, enquanto Hapvida enfrenta queda: Ibovespa registra alta de 1,18% na semana.

by Ricardo Almeida
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Índice avança com energia e siderurgia, mas setores de saúde e varejo pesam

O Índice Bovespa (BOV:IBOV) finalizou a semana de 13 a 17 de outubro de 2025 com uma alta de 1,18%, alcançando 143.398,63 pontos. Esse movimento foi impulsionado por setores como energia, siderurgia e consumo cíclico, mesmo diante de pressões nos setores de saúde e varejo. Entre 86 ativos do índice, 43 apresentaram ganhos, enquanto 40 registraram perdas. Isso reflete um mercado que se apresenta dividido entre um certo otimismo em relação aos fundamentos corporativos e uma cautela relacionada ao cenário macroeconômico global, em especial, a demanda da China e as tensões comerciais entre EUA e China. A valorização de ações como Raízen e Usiminas, aliada a eventos corporativos positivos, ajudou a sustentar o índice, mas quedas significativas nas áreas de saúde e varejo restringiram um aumento mais acentuado.

Altas e baixas da semana

As cinco maiores altas da semana foram lideradas por setores relacionados a commodities e consumo. A Raízen (BOV:RAIZ4), atuando no setor de energia e biocombustíveis, apresentou um expressivo crescimento de 5,68%, alcançando o valor de R$ 0,93. Essa valorização foi impulsionada pela desmentida de rumores sobre uma reestruturação de dívida e revisões estratégicas na empresa controlada Comerc. A Usiminas (BOV:USIM5), uma siderúrgica focada em aços planos e laminados, viu suas ações subirem 10,20%, atingindo R$ 4,86, beneficiada por expectativas quanto à implementação de tarifas antidumping no aço. A varejista de moda C&A (BOV:CEAB3) avançou 8,36%, sendo cotada a R$ 16,59, resultado de um otimismo relacionado às vendas sazonais. A WEG (BOV:WEGE3), que se destaca na fabricação de equipamentos elétricos e motores industriais, obteve um crescimento de 7,79%, com seus papéis valendo R$ 40,15. Essa alta foi favorecida pela demanda por soluções relativas à transição energética. Por último, a Vivara (BOV:VIVA3), do setor de varejo de joias, subiu 5,61%, alcançando R$ 28,79, sustentada pelo consumo de luxo. Esses resultados demonstram um panorama de confiança em setores cíclicos, com fundamentos sólidos.

Por outro lado, as cinco maiores quedas da semana ocorreram em setores que são sensíveis aos custos e à demanda global. A Hapvida (BOV:HAPV3), atuante na área de saúde e planos de saúde, teve uma queda de 8,31%, caindo para R$ 32,90, em meio a preocupações com margens pressionadas pela inflação, mesmo após o anúncio de uma recompra de ações. A Magazine Luiza (BOV:MGLU3), varejista de eletrodomésticos e e-commerce, viu suas ações recuarem 7,18%, atingindo R$ 8,40, impactada por resultados abaixo do esperado no setor varejista. O Pão de Açúcar (BOV:PCAR3), pertencente ao setor de varejo alimentar, apresentou uma queda de 6,33%, com ações valendo R$ 3,70, evidenciando margens apertadas. A CVC Brasil (BOV:CVCB3), atuando no setor de turismo e agências de viagens, recuou 4,57% para R$ 1,67, refletindo uma redução na demanda por pacotes turísticos. Por fim, a Brava Energia (BOV:BRAV3), do setor de petróleo, perdeu 4,22%, ficando com valor de R$ 15,22, pressionada por uma interdição parcial na Bacia Potiguar. Essas quedas demonstram os desafios enfrentados por setores nesse ambiente de incertezas macroeconômicas.

Desempenho da Vale e Petrobras

A Vale (BOV:VALE3) e a Petrobras (BOV:PETR4) | (BOV:PETR3) apresentaram desempenhos mistos ao longo da semana, com suas ações refletindo as dinâmicas de mercado das commodities. A Vale, empresa líder na mineração de minério de ferro, níquel e cobre, teve suas ações valorizadas em 0,94%, alcançando R$ 60,13. Essa alta foi sustentada por anúncios referentes ao pagamento de juros de debêntures que totalizam R$ 199,8 milhões, além da continuidade da recompra de debêntures a R$ 42,00, com um prêmio de 15%. Apesar de uma leve queda no minério de ferro (-0,19% na sexta-feira), a diversificação nos setores de níquel e cobre limitou as perdas da companhia. Em contraste, a Petrobras, que atua no segmento de petróleo, gás e combustíveis, observou uma queda de 1,23% em PETR4, com uma cotação de R$ 29,73, e uma desvalorização de 1,43% em PETR3, caindo para R$ 31,64. Essa performance foi influenciada pela terceira queda consecutiva do petróleo Brent (+0,62% na sexta, fixando-se em US$ 61,24). Apesar de os progressos nas licenças para a Margem Equatorial (R$ 793,2 milhões) e um novo contrato de 6 milhões de barris firmados com a Índia, a volatilidade do cenário do petróleo limitou maiores ganhos para a Petrobras.

Acompanhamento em tempo real

Os investidores têm a possibilidade de acompanhar essas movimentações em tempo real através do Monitor Performance -, que fornece rankings detalhados sobre o desempenho diário, semanal, mensal e anual das empresas integrantes do Índice Bovespa. Com dados que incluem cotações, volumes e variações, essa ferramenta é essencial para que decisões informadas sejam tomadas, capturando tendências com precisão para traders e investidores com visão de longo prazo.

Destaques Semanais do Momento B3

Dentro do contexto do Momento B3, as cinco principais altas foram: Usiminas (BOV:USIM5, +10,20%), beneficiada pela expectativa de proteção comercial no aço e diminuição da pressão de importações da China; Embraer (BOV:EMBR3) (+4,00%), favorecida por um financiamento de R$ 1,7 bilhão do BNDES destinado à exportação de 13 aeronaves E-175, somado a um pedido de US$ 1,8 bilhão pela TrueNoord; Sabesp (BOV:SBSP3) (+4,19%), com otimismo após o anúncio de um ajuste tarifário de 3% previsto para dezembro; CPFL Energia (BOV:CPFE3) (+3,76%), apoiada pela renovação da governança com a chegada de um novo presidente do conselho; e Telefônica Brasil (BOV:VIVT3) (+1,54%), fortalecida por um contrato envolvendo R$ 702,6 milhões em computação em nuvem, além do pagamento de JCP de R$ 380 milhões. Esses eventos corporativos têm reforçado a confiança dos investidores.

As cinco maiores baixas entre os destaques do Momento B3 foram: Hapvida (BOV:HAPV3) (-8,31%), que enfrenta margens pressionadas, apesar do anúncio de recompra de ações; Brava Energia (BOV:BRAV3) (-4,22%), que sofreu com a interdição na Bacia Potiguar; PetroRio (BOV:PRIO3) (-2,30%), que, mesmo com a retomada das operações no campo de Peregrino, já havia enfrentado volatilidade no petróleo; Banco BTG Pactual (BOV:BPAC11) (-2,69%), que passou por um período de realização de lucros após a proposta de incorporação do Banco Pan; e BB Seguridade (BOV:BBSE3) (-2,65%), impactada pela queda de 15,7% nos prêmios de seguros registrados em agosto. A Tecnisa (BOV:TCSA3) também foi destaque negativo, com uma queda de 16,3% nas vendas do terceiro trimestre, mas não está classificada entre os rankings devido à sua exclusão do Ibovespa.

O Momento B3 se mostra como uma fonte essencial para acompanhar os eventos corporativos mais relevantes que influenciam a bolsa brasileira. Atualizado diariamente durante o pregão, oferece resumos objetivos sobre anúncios, balanços e decisões estratégicas, permitindo que os investidores identificam os catalisadores por trás das oscilações do mercado. Assim, é recomendado que os leitores acompanhem o Momento B3 diariamente a fim de basear suas decisões no dinâmico panorama financeiro.

Resumo dos Eventos Corporativos da Semana

  • Armac (BOV:ARML3): Aprovação de R$ 500 milhões em debêntures para fortalecer a liquidez. A variação semanal não foi disponibilizada, pois a ação não integra o Índice Bovespa; no entanto, o evento sugere otimismo em sua expansão, sem impacto direto sobre o índice.
  • BB Seguridade (BOV:BBSE3): Registrou uma queda de 15,7% nos prêmios de seguros durante agosto, refletindo um recuo de 2,65% nas ações, em virtude de preocupações com as margens no seguro rural.
  • Brava Energia (BOV:BRAV3): A interdição na Bacia Potiguar afetou 3,8% da produção, resultando numa queda de 4,22%, agravada pela volatilidade no preço do petróleo.
  • Caixa Seguridade (BOV:CXSE3): Apresentou um crescimento de 5,5% em previdência e um aumento de 108,6% na captação líquida; no entanto, uma diminuição de 1,53% indica uma realização de lucros após altas recentes.
  • Camil (BOV:CAML3): Emissão de R$ 1,25 bilhão em debêntures vinculadas a Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). A variação semanal não foi disponibilizada, pois a ação não faz parte do Índice Bovespa; ainda assim, este evento reforça a capacidade de investimento da empresa.
  • Cemig (BOV:CMIG4): A venda de usinas por R$ 52,4 milhões contribui para a otimização do portfólio, gerando uma alta de 2,17%, a qual reflete confiança no setor elétrico.
  • CPFL Energia (BOV:CPFE3): A chegada de um novo presidente do conselho fortaleceu a governança, impulsionando uma alta de 3,76%, com investidores confiantes na gestão.
  • Embraer (BOV:EMBR3): O financiamento de R$ 1,7 bilhão obtido do BNDES e um pedido de US$ 1,8 bilhão da TrueNoord elevaram as ações em 4,00%, destacando a força na aviação.
  • Petrobras (BOV:PETR3) | (BOV:PETR4): O avanço em licenciamento da Margem Equatorial (R$ 793,2 milhões) e um contrato para 6 milhões de barris com a Índia não evitaram as quedas de 1,43% (PETR3) e 1,23% (PETR4), devido à fraqueza do Brent.
  • PetroRio (BOV:PRIO3): A recuperação na produção em Peregrino foi positiva, mas uma queda de 2,30% reflete a volatilidade no setor de petróleo e a realização de lucros.
  • Petrorecôncavo (BOV:RECV3): Um farm-out de 50% nas concessões do Rio Grande do Norte resultou em uma alta de 1,15%, gerando confiança dos investidores na estratégia de parcerias adotadas.
  • Sabesp (BOV:SBSP3): O ajuste tarifário de 3% previsto para dezembro sustentou uma alta de 4,19%, refletindo otimismo com o processo de privatização em andamento.
  • Santander Brasil (BOV:SANB11): A distribuição de R$ 2 bilhões em juros sobre capital (JCP) não impediu uma queda de 1,05%, o que indica cautela entre os investidores desse setor.
  • Telefônica Brasil (BOV:VIVT3): Um contrato de R$ 702,6 milhões relacionado à computação em nuvem e o pagamento de R$ 380 milhões em JCP resultaram em uma alta de 1,54%, reforçando o foco na digitalização.
  • TIM (BOV:TIMS3): O pagamento antecipado de R$ 684 milhões em dividendos elevou as ações em 3,55%, atraindo investidores voltados para remuneração.
  • Vale (BOV:VALE3): O pagamento de R$ 199,8 milhões em juros de debêntures e a continuidade da recompra a R$ 42,00 sustentaram uma alta de 0,94%, em contrapartida com a fraqueza no segmento de minério.
  • Vibra Energia (BOV:VBBR3): A revisão do Ebitda da Comerc, fixado entre R$ 1,05-1,15 bilhão, limitou ganhos, refletindo uma queda de 0,97% em seus papéis, que demonstram cautela setorial.

Índices Setoriais do Mercado Bovespa

  • Utilidades Públicas (BOV:UTIL): Alta de 3,79% (período de 13 a 17 de outubro), apresentada como a maior alta, impulsionada pelas ações da Energisa (BOV:ENGI11, +3,97%), Copel (BOV:CPLE6, +5,07%) e Equatorial (BOV:EQTL3, +2,66%), o que evidencia uma força no setor elétrico.
  • Industrial (BOV:INDX): Alta de 2,91%, impulsionada por WEG (BOV:WEGE3, +7,79%) e Gerdau (BOV:GGBR4, +2,10%), com suporte da demanda no setor industrial.
  • Energia Elétrica (BOV:IEEX): Crescimento de 2,85%, sustentada por CPFL (BOV:CPFE3, +3,76%) e Eletrobras (BOV:ELET3, +4,66% | BOV:ELET6, +3,95%).
  • Sustentabilidade Corporativa (BOV:ISEE): Alta de 1,61%, com contribuições de Sabesp (BOV:SBSP3, +4,19%) e Raízen (BOV:RAIZ4, +5,68%).
  • Consumo (BOV:ICON): Crescimento de 1,33%, sendo impulsionada por Ambev (BOV:ABEV3, +5,01%) e Vivara (BOV:VIVA3, +5,61%).
  • Outros índices com alta (14 no total): IVBX (+1,59%), MLCX (+1,26%), GPTW (+1,26%), IBRA (+1,24%), IBXX (+1,22%), IGNM (+1,20%), IBXL (+1,18%), IGCT (+1,17%), IGCX (+1,06%), SMLL (+1,02%), ITAG (+0,91%), ICO2 (+0,89%), IDIV (+0,63%), IFIX (+0,12%).
  • Índices com baixa (4 no total): Financeiro (BOV:IFNC, -0,05%), Imobiliário (BOV:IMOB, -0,09%), BDRX (BOV:BDRX, -0,94%), Materiais Básicos (BOV:IMAT, +0,59% – embora com desempenho fraco, ainda assim foi positivo).
  • Índices estáveis (1 no total): ICBIO (BOV:ICBIO, 0,00%).

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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