MBRF Avalia Retomada de Compras de Frango pela China
A MBRF (MBRF3), responsável pelas marcas Sadia e Perdigão, afirmou que a retomada das compras de carne de frango do Brasil pela China, anunciada recentemente, apresenta oportunidades significativas para reverter a queda nos preços dos produtos in natura. Além disso, essa reabertura de mercado deverá facilitar também as exportações de produtos destinados ao processamento na unidade da companhia localizada na China, segundo informações fornecidas por executivos durante um pronunciamento na terça-feira.
Crise de Preços da Carne de Frango
Nos últimos tempos, o preço médio da carne de frango no Brasil registrou uma queda durante o terceiro trimestre, resultado da pressão gerada pela interrupção das exportações do produto in natura para a China. Essa interrupção se deu em função de um surto de gripe aviária ocorrido em maio, no estado do Rio Grande do Sul.
A China, que se colocou como a maior importadora da carne de frango brasileira em 2024, foi um dos últimos mercados a anunciar a suspensão do embargo à carne de frango do Brasil. Essa decisão surgiu à medida que o país brasileiro conseguiu controlar o surto da doença.
Oportunidades de Exportação
Durante uma teleconferência a respeito dos resultados trimestrais, o diretor-presidente da MBRF, Miguel Gularte, comentou que a reabertura do mercado chinês disponibiliza novas oportunidades para a companhia. Segundo ele, essa situação permitirá a exportação do produto in natura para o país asiático, além de permitir o processamento deste produto em sua operação existente na China. Gularte destacou: “Somos a única empresa brasileira com operação de frango com produção na China, isso nos anima bastante”.
Perspectivas de Recuo nos Preços
José Ignácio Scoseria Rey, vice-presidente de Finanças, Relação com Investidores, Gestão e Tecnologia da MBRF, expressou segurança de que a empresa conseguirá reverter a atual situação de queda nos preços da carne de frango in natura no Brasil, especialmente após o anúncio da retomada das compras pela China.
Fonte: www.moneytimes.com.br


