Reino Unido espera que decisão sobre tarifas não comprometa acordo com os EUA

Otimismo do Reino Unido em relação ao acordo comercial com os EUA

O Reino Unido demonstra um otimismo considerável em relação à preservação da maior parte do acordo comercial estabelecido no ano anterior com os Estados Unidos. Isso ocorre após a decisão da Suprema Corte norte-americana, que votou 6 a 3 na última sexta-feira (20), determinando que as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump a diversos países no ano anterior, conforme a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), são ilegais.

Declarações do governo britânico

Em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (23), um porta-voz do governo britânico afirmou que a expectativa é de que essa decisão não impacte significativamente o comércio abrangido pelo acordo, incluindo as tarifas setoriais. O porta-voz ressaltou ainda que, conforme anunciado por Jamieson Greer, Representante Comercial dos EUA, todos os acordos formalizados pelos Estados Unidos continuam em vigor.

O porta-voz também enfatizou que o governo britânico continuará a trabalhar em colaboração com o governo americano para compreender como a decisão judicial afetará as tarifas tanto para o Reino Unido quanto para o resto do mundo. O objetivo é alcançar o melhor resultado possível para as empresas britânicas.

Detalhes do acordo entre EUA e Reino Unido

De acordo com o acordo firmado entre os Estados Unidos e o Reino Unido, que foi divulgado em maio, os EUA mantiveram uma nova taxa básica de 10% sobre as importações de bens britânicos. Algumas exceções foram feitas para veículos, peças de avião e produtos agrícolas britânicos, como a carne bovina. Entretanto, as tarifas sobre o aço britânico, que deveriam ter sido abolidas, acabaram sendo suspensas.

Anúncio de novas tarifas por Trump

Em resposta à decisão da Suprema Corte na sexta-feira (20), Donald Trump anunciou uma nova taxa global de 10% que deverá entrar em vigor a partir de 24 de fevereiro. Esta tarifa está fundamentada em uma Seção que limita sua vigência a 150 dias, com a possibilidade de prorrogação mediante aprovação do Congresso norte-americano. No dia seguinte, sábado (21), Trump aumentou essa tarifa para 15%.

Continuidade das discussões entre Reino Unido e EUA

Na segunda-feira (23), o porta-voz britânico afirmou que as discussões com Washington continuam em todos os níveis. Ele ressaltou que "nada está descartado neste momento". Segundo ele, a indústria não deseja uma guerra comercial que possa intensificar a situação, e por isso o foco permanece em um diálogo construtivo com os parceiros americanos, a fim de preservar a vantagem competitiva do Reino Unido.

O porta-voz também compartilhou que o secretário de Negócios britânico, Peter Kyle, teve uma conversa com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, para expressar as preocupações em relação à incerteza que as novas tarifas podem gerar nas empresas. Este diálogo visa reforçar a necessidade de honrar o acordo originalmente firmado entre o Reino Unido e os EUA.

Impacto das tarifas anunciadas

Um estudo do Global Trade Alert indicou que o Reino Unido deverá ser um dos países mais afetados pelo recente anúncio de Trump sobre as tarifas, enquanto que Brasil, China e Índia devem ser os países mais beneficiados com essas mudanças.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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