Resultados Mistos da Procter & Gamble
Na quinta-feira, a Procter & Gamble (P&G) divulgou resultados trimestrais mistos, destacando uma queda na demanda por seus produtos, incluindo os barbeadores Gillette e as fraldas Pampers.
Alteração na Perspectiva de Ganhos
A empresa ajustou sua previsão de ganhos para o exercício fiscal de 2026. Agora, a P&G espera um crescimento do lucro líquido por ação entre 1% e 6%, uma redução em relação à previsão anterior, que era de 3% a 9%. Essa alteração foi atribuída a um aumento nos custos de reestruturação, embora a empresa tenha reafirmado sua expectativa quanto ao crescimento das vendas.
"O trimestre que acabamos de finalizar foi, sem dúvida, o mais fraco do ano fiscal", declarou o CFO Andre Schulten durante uma chamada com jornalistas na última quinta-feira.
Performance das Ações
Após a divulgação dos resultados, as ações da companhia apresentaram uma queda de cerca de 1% em negociações no pré-mercado.
Comparativo com Expectativas do Mercado
A P&G apresentou números que contrastam com as expectativas de Wall Street, conforme uma pesquisa realizada com analistas pela LSEG:
- Lucro por ação: $1,88 ajustado contra $1,86 esperado
- Receita: $22,21 bilhões contra $22,28 bilhões esperados
Lucro Líquido
O lucro líquido da P&G no segundo trimestre fiscal foi de $4,32 bilhões, ou $1,78 por ação, apresentando uma diminuição em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de $4,63 bilhões, ou $1,88 por ação.
Desconsiderando itens como custos de reestruturação, a companhia registrou um lucro de $1,88 por ação.
Vendas Netas
As vendas líquidas aumentaram 1%, totalizando $22,21 bilhões. As vendas orgânicas, que excluem a influência das variações cambiais, aquisições e desinvestimentos, permaneceram estáveis durante o trimestre.
Volume de Vendas
O volume de produtos da P&G caiu 1%, sendo que três das suas cinco categorias de produtos relataram uma diminuição nessa métrica. O volume, que não inclui o impacto de preços, fornece uma visão mais precisa da demanda do que as vendas totais. Assim como muitas empresas do setor de consumo, a P&G observou uma redução na procura por alguns de seus produtos, à medida que consumidores, preocupados com a inflação, buscam ofertas, especialmente nos Estados Unidos, seu maior mercado.
"Embora as pessoas não tenham deixado de cuidar da higiene pessoal, como lavar cabelo e comprar fraldas, a frequência dessas compras diminuiu, resultando em um crescimento do mercado mais lento nos últimos 18 a 24 meses", comentou Schulten.
Setores em Declínio
O segmento de cuidados infantis, femininos e para a família da P&G registrou a maior queda na demanda, com uma redução de 5% no volume neste trimestre. A empresa observou que a demanda por seus produtos de cuidados da família, como toalhas de papel Bounty, lenços Puffs e papel higiênico Charmin, caiu significativamente, enfrentando comparações difíceis com o período do ano passado, quando varejistas e consumidores se prepararam para esperadas greves nos portos.
Desempenho do Setor de Barbeadores
A unidade de negócios de cuidados pessoais da P&G, que inclui as marcas Gillette e Venus, apresentou uma queda de 2% no volume.
Setores Diversificados
O segmento de saúde da empresa também registrou uma diminuição de 1% no volume durante o trimestre, compreendendo marcas como Oral-B, Vicks e Pepto-Bismol. Por outro lado, o setor de cuidados com tecidos e produtos para o lar, englobando marcas como Febreze e Tide, reportou que seu volume permaneceu inalterado em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Crescimento no Setor de Beleza
A divisão de beleza foi a única a apresentar crescimento no volume, com um aumento de 3%, impulsionado pela maior demanda por produtos de cuidados capilares.
Expectativas Futuras
Para a segunda metade do exercício fiscal, a P&G antecipa um aumento nas vendas, sustentado por inovações futuras, conforme informação de Schulten. Para o exercício fiscal de 2026, a empresa prevê um crescimento nas vendas entre 1% e 5%.
Fonte: www.cnbc.com