Indicação de Guilherme Mello para o Banco Central
A nomeação do atual secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para uma diretoria do Banco Central gera discussões na Faria Lima. O foco não está apenas em seu currículo, que é sólido e inclui uma trajetória acadêmica significativa e participação na formulação de políticas públicas. O que mais chama a atenção do mercado é a estreita conexão do economista com o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mercado é conhecido por sua atenção redobrada aos sinais políticos em relação ao Banco Central, especialmente em tempos de instabilidade e incertezas.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou a indicação de Mello em uma entrevista à BandNews FM, informando que a sugestão foi feita no final do ano passado. Essa confirmação gera um novo cenário de expectativa e possíveis repercussões no ambiente econômico.
Tramitação no Senado
Se a indicação de Guilherme Mello avançar, o próximo passo exigirá a tramitação pelo Senado, que inclui uma sabatina e posterior votação. Atualmente, existem duas vagas disponíveis na diretoria do Banco Central. Essa escolha é considerada de extrema importância, uma vez que refere-se a áreas sensíveis, como a política monetária e a organização do sistema financeiro. O mercado busca previsibilidade, além de uma autonomia técnica, e qualquer desvio nos processos pode gerar volatilidade indesejada nas operações financeiras. Por isso, a reação do mercado não é exatamente surpreendente; é uma resposta quase instintiva a esse tipo de movimentação política.
Reajustes dos Servidores
No Congresso, outro assunto relevante também ganhou impulso significativo. A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram rapidamente um reajuste para os servidores das duas casas legislativas. As propostas apresentadas preveem aumentos escalonados que ocorrerão entre 2026 e 2029 e ainda criam uma gratificação de desempenho que pode chegar a 100% do salário, abrindo assim a possibilidade de que os rendimentos superem o teto constitucional.
Detalhes dos Aumentos
Para ilustrar o impacto dessas mudanças, no Senado, o vencimento inicial de um auxiliar legislativo pode subir de R$ 3,3 mil para R$ 5,8 mil. Já o salário máximo para a carreira de consultor pode atingir até R$ 24,1 mil em 2029. Neste momento, a responsabilidade pela sanção das propostas está nas mãos do presidente Lula, que pode aprovar ou vetar as mudanças propostas.
Fonte: veja.abril.com.br


