Santander destaca ações divergentes do consenso e classifica Banco do Brasil (BBSA3) como 'complacente'; saiba mais.

Santander destaca ações divergentes do consenso e classifica Banco do Brasil (BBSA3) como ‘complacente’; saiba mais.

by Ricardo Almeida
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Ações Selecionadas pelo Santander: Oportunidades Fora do Radar

O Santander realizou uma análise e selecionou ações que, na opinião do banco, estão fora do consenso do mercado. Essa seleção abrange tanto posições compradas quanto vendidas, com o intuito de identificar situações em que as avaliações de mercado subestimam ou superestimam o potencial das empresas.

Os analistas do banco revisitam algumas teses em um contexto em que a mudança das carteiras de ações de crescimento para ações de valor pode beneficiar o Brasil, identificado como um mercado de valor. As teses foram organizadas em quatro categorias principais, conforme o tipo de distorção de percepção detectada pelos especialistas: compostos sub-representados, casos de geração de caixa mal precificados, empresas com pouca cobertura e complacência. A seguir, apresentamos a lista organizada por essas categorias.

Compostos Sub-Alocados

Esta categoria abrange empresas que apresentam fundamentos sólidos, porém, estão sub-representadas nas carteiras dos investidores. Essa situação ocorre devido à percepção de que suas avaliações estão “cansadas” ou mais maduras.

1 – Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3)

O Santander acredita que a aquisição da Vital posicionou a Orizon como uma das principais consolidadoras no mercado privado de tratamento de resíduos. Além disso, os analistas destacam o potencial de crescimento da empresa em áreas como biometano, biogás e créditos de carbono.

2 – Suzano (SUZB3)

Segundo o Santander, as percepções negativas sobre a celulose, especialmente as relacionadas à China, persistem. Contudo, o banco observa que a Suzano tomou medidas significativas para se proteger neste cenário, como a atualização de preços. Além disso, o Santander acredita que as restrições estruturais na oferta de madeira e os preços que estão abaixo do custo marginal deverão forçar a saída de produtores menos eficientes, o que beneficiará a Suzano. Para os analistas, o mercado subestima a companhia, apresentando expectativas “excessivamente conservadoras”.

3 – Totvs (TOTS3)

Na visão do Santander, a Totvs tem demonstrado crescimento nos resultados, geração de caixa e eficiência na reinvestimento. O banco ainda menciona que a aprovação da aquisição da Linx pode resultar em revisões positivas no médio e longo prazo.

Histórico de Geração de Caixa Mal Precipitado

A categoria das histórias de geração de caixa mal precificadas inclui casos em que a capacidade de geração de caixa e a disciplina na alocação de capital são ofuscadas por movimentos táticos de curto prazo no mercado, distorcendo a avaliação das empresas.

1 – Lojas Renner (LREN3)

Conforme o Santander, as expectativas do mercado em relação à Renner são baixas, mas essas expectativas desconsideram a forte geração de caixa da companhia, sua posição financeira líquida e a capacidade de remunerar acionistas por meio de dividendos e recompra de ações. O banco afirma que a varejista frequentemente atua como um ponto de entrada para investidores estrangeiros.

2 – Marcopolo (POMO4)

O Santander classifica a Marcopolo como um ativo de alta qualidade, destacando sua forte capacidade de fluxo de caixa livre. De acordo com os analistas, a ação tem sido pressionada por movimentos táticos de realização de lucros, porém, aguarda-se uma melhora na demanda devido a cortes de juros e o pagamento de dividendos previstos para 2026.

Empresas Pouco Acompanhadas

A categoria “empresas pouco acompanhadas” compreende companhias de menor porte ou menos líquidas que ainda enfrentam o estigma de problemas de execução no passado, apesar de uma recente melhoria em seus fundamentos.

1 – Brava Energia (BRAV3)

O Santander acredita que a recente troca de CEO da Brava deve melhorar a relação da empresa com os acionistas. Os analistas preveem um crescimento para a companhia em 2026, sustentado por uma forte geração de caixa operacional, o que pode abrir espaço para recompra de ações.

2 – Cogna (COGN3)

A Cogna é vista pelos analistas como uma aposta após ter passado por uma reestruturação profunda e bem-sucedida, com projeções para 2026. O banco observa que o ensino básico, especialmente nos anos iniciais da educação infantil, tende a ser um aspecto favorável para a Cogna nos próximos trimestres.

3 – IRB Brasil (IRBR3)

A avaliação do Santander indica que a governança do IRB melhorou, com uma política de riscos mais conservadora, e a eliminação de prejuízos fiscais em 2025 abre espaço para a retomada de dividendos em 2026.

4 – Randon (RAPT4)

Embora o Santander reconheça que a Randon seja uma small cap com baixa liquidez, o banco destaca seus fundamentos sólidos. Os analistas acreditam que a companhia é subestimada pelo mercado, que ignora a subsidiária Fras-le. As expectativas incluem forte geração de caixa, cortes de custos e redução no capex.

5 – Ser Educacional (SEER3)

Apesar da baixa liquidez, o Santander observa uma reestruturação bem-sucedida na Ser Educacional. O relatório ressaltou a sólida geração de caixa, o bom pagamento de dividendos e a avaliação atrativa da companhia.

Complacência

A última categoria aborda a complacência, onde múltiplos baixos ou um otimismo moderado por parte dos investidores acabam por ocultar fundamentos mais frágeis.

1 – Banco do Brasil (BBAS3)

No que se refere ao Banco do Brasil, os analistas do Santander afirmam que o valuation da companhia é justificado pela crescente inadimplência no agronegócio, que resulta em uma maior necessidade de provisões e aumento da dependência nos ganhos financeiros. Adicionalmente, o banco aponta que a influência governamental limita a flexibilidade estratégica e reduz o potencial de reprecificação da empresa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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