Lançamento do Medicamento de Semaglutida pela EMS
A farmacêutica EMS anunciou, nesta terça-feira (26), sua intenção de lançar um novo medicamento à base de semaglutida, que se tornará disponível no mercado após a queda da patente do Ozempic, prevista para o final de março.
Registro e Disponibilidade
A empresa já obteve o registro necessário junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o medicamento denominado Ozivy. A previsão é que o produto comece a ser comercializado em um prazo de 30 dias, embora o preço ainda não tenha sido definido.
Análise do Santander
Em um relatório, o Santander comentou que a aprovação do primeiro medicamento análogo ao Ozempic pode abrir portas para novos registros de produtos contendo o mesmo princípio ativo, que atualmente estão em análise pela Anvisa, incluindo um potencial lançamento pela Hypera (HYPE3).
Os analistas Caio Moscardini, Lucas Esteves e Eric Huang avaliaram que a aprovação do produto biossimilar da EMS representa um passo significativo para a introdução de alternativas de medicamentos GLP-1. Segundo eles, este avanço pode ser positivo para a rentabilidade financeira.
Além disso, os analistas acrescentaram que a expectativa é que a introdução desses novos produtos, com preços mais acessíveis em comparação aos medicamentos de marca já disponíveis, leve a um aumento consistente nas vendas. Esse crescimento é corroborado pelo fato de que a categoria de medicamentos GLP-1 possui margens de lucro estruturalmente mais elevadas.
Produtos em Análise
Atualmente, seis produtos à base de semaglutida permanecem em avaliação pela Anvisa. O Santander acredita que a Hypera poderá ser uma das próximas empresas a receber a aprovação em um horizonte de curto a médio prazo.
Para os analistas, embora o mercado de semaglutida represente uma oportunidade de crescimento para a empresa, não é visto como um divisor de águas (ou "game changer"). A expectativa é de uma contribuição incremental de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de apenas 3% em 2027 e 4% em 2028.
Implicações para o Setor Farmacêutico
Além disso, os analistas do Santander consideram essa notícia como favorável para as redes de farmácias RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3). Apesar de um impacto limitado esperado no primeiro semestre do ano, eles acreditam que as farmácias poderão se beneficiar progressivamente no segundo semestre, à medida que mais fabricantes obtenham aprovações e a disponibilidade de medicamentos aumente.
Essa dinâmica pode criar um efeito positivo em termos de volume e mix de produtos, potencialmente resultando em uma reação benéfica nas ações da RD Saúde e da Pague Menos.
Desempenho Ações do Setor
Apesar das perspectivas positivas relacionadas ao lançamento do medicamento, as ações do setor farmacêutico apresentam queda devido à forte aversão ao risco dentro do mercado doméstico. Por volta das 15h40 (horário de Brasília), as ações da Hypera (HYPE3) tinham baixa de 2,61%, cotadas a R$ 22,37; as ações da RD Saúde (RADL3) caíam 2,87%, a R$ 17,95; enquanto as da Pague Menos (PGMN3) registravam um recuo de 1,55%, cotadas a R$ 4,44.
Recomendações do Santander
No mesmo relatório, o Santander reiterou a recomendação de compra para as ações das empresas Hypera (HYPE3), RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3).
Preços-Alvo
Confira abaixo as recomendações e os preços-alvo estabelecidos para o fim de 2026:
| Empresa | Recomendação | Preço-alvo | Potencial de valorização* |
|---|---|---|---|
| Hypera (HYPE3) | Compra | R$ 30,50 | +32,8% |
| RD Saúde (RADL3) | Compra | R$ 31,00 | +67,8% |
| Pague Menos (PGMN3) | Compra | R$ 8,00 | +77,4% |
*O potencial de valorização é calculado sobre o preço de fechamento da última segunda-feira (25).
Fonte: www.moneytimes.com.br


