Desempenho do Setor de Serviços em Fevereiro
O setor de serviços no Brasil apresentou um leve avanço em fevereiro, embora já indique uma perda de ímpeto. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, dia 14 de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços cresceu 0,1% em comparação a janeiro, uma taxa abaixo da alta de 0,2% observada no mês anterior. Esse movimento sugere uma desaceleração gradual nas atividades, após um início de ano que foi mais aquecido.
Comparação Anual
No acumulado dos últimos doze meses, o crescimento do setor foi de 2,7%, um valor inferior ao registrado em janeiro, que apresentava um aumento de 3%. Em relação a fevereiro de 2025, o setor também mostrou um incremento de 0,5%, alcançando assim o 23º resultado positivo consecutivo. O desempenho é sustentado pela relevância estrutural dos serviços na economia brasileira, que representam cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB).
Atividades em Alta
Entre as atividades que são monitoradas, três das cinco registraram crescimento na comparação mensal. O destaque foi para os serviços de informação e comunicação, que avançaram 1,1%. Na sequência, aparecem os transportes, com um aumento de 0,6%. Os serviços prestados às famílias também mostraram uma recuperação expressiva, com um crescimento de 1,4%, tendo se recuperado parcialmente da queda de 0,5% registrada em janeiro.
Segmentos com Desempenho Negativo
Por outro lado, alguns segmentos têm pressionado o desempenho agregado do setor. Os serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram uma retração de 0,3%, acumulando assim a terceira queda consecutiva. Além disso, os chamados outros serviços caíram 0,4%, devolvendo parte do forte ganho de 3,6% que foi observado no mês anterior.
Desempenho do Setor de Turismo
O setor de turismo também apresentou um desempenho negativo, registrando uma retração de 0,9% entre os meses de janeiro e fevereiro. Esse resultado marca o terceiro intervalo negativo consecutivo para o segmento. No total, o setor acumulou uma perda de 1,7% durante esse período. Apesar disso, o nível de atividade permanece 11,4% acima do patamar que foi registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, embora esteja 2,0% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2024.
Segundo Luiz Carlos de Almeida Junior, analista da pesquisa, “em relação às atividades turísticas, há um efeito base de comparação importante, uma vez que entre agosto e novembro de 2025 houve um aumento acumulado de 2,5%. Já entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, temos uma queda acumulada de 1,7%, devolvendo parte dos ganhos observados no período anterior”.
(ibge)
Fonte: br.-.com

