Setor produtivo celebra acordo entre Mercosul e União Europeia

Setor produtivo celebra acordo entre Mercosul e União Europeia

by Fernanda Lima
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Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia

O setor produtivo nacional celebra a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Essa negociação, que se estendeu por mais de duas décadas, recebeu a aprovação do Conselho Europeu na última sexta-feira, dia 9.

Próximos Passos

O Mercosul planeja agendar para a próxima semana uma reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e os líderes sul-americanos. Esta reunião terá como objetivo a assinatura do tratado que foi negociado ao longo de 26 anos.

Reações das Entidades do Setor

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) expressou entusiasmo quanto à aprovação do acordo.

"Após mais de duas décadas de negociações, a decisão de uma maioria qualificada de países do bloco europeu sela um compromisso histórico que integra dois dos maiores mercados do mundo, criando uma rede de conexões que soma mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 20 trilhões", afirmou a CNC.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também comentou sobre o impacto positivo do acordo, destacando que o segmento de cafés industrializados brasileiros será um dos principais beneficiados.

"Além da melhoria em volume e receita com as exportações, outro fator que será relevante é o potencial aumento dos investimentos nas indústrias de cafés industrializados no Brasil, sendo esse um ponto de geração de empregos e renda nas regiões dessas fábricas", explicou o Cecafé.

Mudanças nas Relações Comerciais

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acredita que o tratado mudará "substancialmente" a maneira como as empresas do Mercosul e da União Europeia realizam negócios, além de afetar as práticas de importação, exportação e investimento entre as duas regiões.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também se manifestou, afirmando que o acordo representa um avanço significativo para a previsibilidade comercial e o fortalecimento das relações comerciais entre os blocos.

Por sua vez, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) avaliou o tratado de forma positiva.

"O acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado. Ele amplia o acesso a mercados, incentiva o intercâmbio tecnológico e cria um ambiente mais previsível e moderno para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa", destacou André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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