Revisão da Tese de Investimento da Pague Menos
O BTG Pactual revisou a sua tese de investimento a respeito da Pague Menos (PGMN3), destacando um novo ciclo de crescimento para a rede de farmácias. A empresa retomou a cobertura das ações com uma recomendação de compra e um preço-alvo estabelecido em R$ 9, um aumento em relação ao preço anterior de R$ 6,50. Isso representa um potencial de valorização de 55% em comparação com o último fechamento registrado.
Fases da História Recente da Pague Menos
A equipe de analistas liderada por Yan Cesquim mencionou que a trajetória recente da Pague Menos passou por diferentes fases. A primeira fase foi caracterizada por uma rápida expansão e uma alocação intensiva de capital. Durante a segunda fase, a empresa enfrentou desafios significativos, incluindo a integração da Extrafarma, mudanças nas demandas dos consumidores impulsionadas pela pandemia e um aumento no nível de endividamento. A terceira fase se destacou pela formação de uma nova equipe de direção e pela implementação de uma extensa reestruturação, que se baseia na disciplina de capital.
De acordo com os analistas, o recente follow-on da empresa marca o início dessa nova fase, fortalecendo a estrutura financeira da companhia e permitindo que ela busque maior produtividade, bem como um pipeline renovado de expansão, embora de forma gradual.
Os Vetores de Crescimento da Pague Menos
O BTG Pactual argumenta que o setor farmacêutico possui fundamentos robustos que sustentam um crescimento acima da inflação, impulsionado por uma base de clientes recorrentes, inovações tecnológicas e a consolidação do setor. A Pague Menos, que ainda opera consideravelmente abaixo do índice de referência — cerca de 35% abaixo em vendas por loja mensalmente — e é apoiada pela demanda robusta por medicamentos GLP-1 (que são utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, como Ozempic e Wegovy), deve continuar apresentando um dinamismo operacional significativo.
A perspectiva é que a companhia mantenha uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 15% entre 2025 e 2028, além de um crescimento do lucro por ação projetado em 32% no mesmo intervalo.
Os analistas do BTG Pactual também destacaram a importância da expansão da capacidade como um fator relevante na tese de investimento da Pague Menos. Apesar de ter registrado oito trimestres consecutivos de crescimento acima de 10% na receita líquida, a expansão de capacidade ainda não foi efetivamente abordada; apenas cerca de 40 novas lojas líquidas foram adicionadas desde 2022, o que resulta na expectativa de terminar 2025 com um total de 1,68 mil unidades.
“Com o suporte de um modelo de expansão mais refinado e com novas lojas que apresentam um desempenho melhor do que a base antiga, a empresa planeja acelerar essa expansão, condicionada à capacidade financeira de seu balanço. Estimamos um crescimento anual da área de vendas em cerca de 6% a partir de 2027”, afirmam os analistas.
Destaque para o GLP-1
A BTG Pactual observa que os medicamentos GLP-1 se tornaram um pilar essencial para o crescimento do setor. Embora os analistas reconheçam que um cenário otimista a curto prazo não seja necessário para validar suas perspectivas de crescimento, eles ressaltam que, mantendo a exposição ao GLP-1 no quarto trimestre em 9,1% das receitas, essa categoria deverá garantir aproximadamente 3 pontos percentuais de crescimento na receita líquida consolidada. Isso representa 25% do crescimento anual previsto, mesmo em um contexto conservador em relação ao mercado potencial.
Fonte: www.moneytimes.com.br