Ações da Smart Fit Lançam no Ibovespa com Números do 4T25
As ações da Smart Fit (SMFT3) tiveram um desempenho destacado nos primeiros minutos do pregão, liderando os ganhos do Ibovespa (IBOV) em resposta aos resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 (4T25).
Por volta das 12h15, no horário de Brasília, as ações da empresa apresentavam uma alta de 3,09%, alcançando o valor de R$ 19,32. Durante o dia, os papéis chegaram a oscilar, subindo até 6,83%, atingindo o preço máximo de R$ 20,02.
Resultados Financeiros do Quarto Trimestre de 2025
A rede de academias reportou um lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões entre os meses de outubro e dezembro de 2025, o que representa um crescimento de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Adicionalmente, a Smart Fit registrou um resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), totalizando R$ 620,5 milhões, evidenciando uma alta de 27%. A margem Ebitda registrou leve aumento, passando de 31,6% no 4T24 para 31,8% no 4T25.
A base de clientes nas academias cresceu 8%, atingindo 5,2 milhões de usuários, enquanto a receita líquida aumentou 26%, totalizando R$ 1,95 bilhão, em linha com as expectativas do mercado.
Expansão da Companhia e Expectativas Futuras
A empresa finalizou o trimestre com um total de 2.084 academias espalhadas por 16 países, registrando um crescimento de 20% em sua rede. Além disso, a Smart Fit divulgou a previsão de inauguração de 330 a 350 novas unidades ao longo de 2026.
No que diz respeito à alavancagem, a companhia encerrou o ano de 2025 com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda de 1,19x, um leve aumento em relação ao 4T24, que apresentava 1,16x.
Análise do BTG Pactual sobre os Resultados
A análise do BTG Pactual demonstra que a Smart Fit apresentou mais um conjunto de resultados considerados “sólidos” no 4T25, com ênfase no crescimento da receita e do Ebitda.
Os analistas observaram, no entanto, algumas “dores de crescimento” que afetaram a empresa. A margem bruta das operações no Brasil caiu 110 pontos-base em relação ao ano anterior, impactada pela abertura de 88 novas unidades durante o trimestre.
Por sua vez, a margem registrada no México caiu 400 pontos-base na mesma comparação, resultado da estabilidade na receita média por academia e do aumento nos custos de mão de obra durante o período.
Os analistas do BTG Pactual notaram que “as margens foram pressionadas devido aos investimentos na Totalpass e às despesas associadas à abertura de novas unidades, impulsionadas pela maior concentração de inaugurações durante o período, além do aumento dos custos relacionados às academias em fase de expansão”, conforme relatado por Luiz Guanais, Yas Cesquim, Luis Mollo e Beatriz Cendon.
O Papel do TotalPass no Negócio da Smart Fit
A equipe de analistas destacou ainda que o TotalPass vem assumindo um papel cada vez mais estratégico nas operações da Smart Fit, ampliando sua importância na geração de demanda, na retenção de usuários e na diversificação das fontes de receita no ecossistema de fitness.
Em 2025, as visitas dos membros do TotalPass representaram aproximadamente 15% do total de usuários nas academias próprias da Smart Fit no Brasil, um aumento em relação aos 13% observados em 2024.
Além disso, o TotalPass contribuiu com 12% das receitas totais da companhia, marcando um crescimento de 4% em relação ao ano anterior.
Recomendação de Investimento e Potencial de Valorização
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra das ações da Smart Fit, fixando um preço-alvo de R$ 30 para o final de 2026. Essa projeção representa um potencial de valorização de 60,1% em relação ao preço de fechamento anterior, que foi de R$ 18,74.
Os especialistas acreditam que, apesar de os resultados terem sido afetados pela crescente penetração do TotalPass e pela maior concentração de inaugurações no final de 2025, a Smart Fit continua a ser uma das opções mais “consensuais” entre os investidores no mercado local.
Embora as preocupações em torno do efeito do TotalPass nas margens sejam esperadas para persistir nos próximos trimestres, a Smart Fit se destaca como uma das principais histórias de crescimento no setor de varejo da América Latina.
O otimismo em relação às ações SMFT3 é sustentado por uma escala de operações “incomparável” na região, além de números de alto retorno e uma melhora nas margens por meio da alavancagem operacional, somando-se à exposição a um mercado fragmentado que ainda possui espaço para consolidação.
Entretanto, as condições macroeconômicas, como taxas de juros elevadas, juntamente com a intensificação da concorrência, são considerados riscos de curto prazo para a companhia.
Fonte: www.moneytimes.com.br

