Semana Recorde para os Mercados
Desempenho das Ações
A última semana foi marcada por mais um recorde no mercado de ações. Os fortes resultados do primeiro trimestre, somados a um aumento nos preços do petróleo impulsionado por guerras, resultaram em uma semana histórica em Wall Street. Os investidores analisaram uma série de dados econômicos, assim como a mais recente decisão do Federal Reserve em relação às taxas de juros. O índice S&P 500 e o Nasdaq Composite registraram ganhos de 0,9% e 1,1%, respectivamente, nos últimos cinco dias de negociação. Ambos os índices fecharam em alta histórica em três ocasiões: na segunda-feira, na quinta-feira e na sexta-feira. O fechamento de quinta-feira também sinalizou o fim das negociações de abril, que foi o melhor mês para o S&P 500 e o Nasdaq desde 2020. Essa marca representa a quinta semana consecutiva de ganhos para ambos os índices.
O Dow Jones, por outro lado, apresentou um aumento de 0,55% durante a semana, mas todas essas ganhos ocorreram na quinta-feira, com o índice registrando perdas nos outros quatro dias. A expectativa é incerta se as ações conseguirão manter esse desempenho excepcional na próxima semana, quando uma gama mais diversificada de empresas divulgará seus resultados, aumentando a possibilidade de desapontamentos.
Destaques da Semana
O Petróleo e seus Efeitos
Os preços do petróleo registraram um aumento significativo enquanto Wall Street monitorava os últimos desenvolvimentos no Oriente Médio. Nas primeiras semanas do conflito, havia uma relação inversa entre os preços do petróleo e o mercado acionário. No entanto, as preocupações sobre o fechamento do Estreito de Ormuz e possíveis interrupções no fornecimento não afastaram os investidores das ações, como ocorreu em março. Um exemplo é o pregão de segunda-feira, quando os preços do petróleo bruto internacional Brent e do padrão americano West Texas Intermediate subiram após o presidente Donald Trump cancelar planos para negociações de cessar-fogo com o Irã no final de semana. Mesmo assim, o S&P 500 e o Nasdaq conseguiram encerrar o dia em seus níveis máximos históricos.
Na quinta-feira, Brent atingiu o maior valor em quatro anos após relatos de que o setor militar dos EUA informaria o presidente sobre possíveis ações contra o Irã. Nesse mesmo dia, ambos os índices registraram seu segundo fechamento recorde da semana. Porém, o que realmente atraiu a atenção de Wall Street foi o desempenho das empresas.
Resultados Corporativos
Embora várias empresas da lista de ações recomendadas tenham divulgado resultados na semana passada, a quarta-feira se destacou. A Meta Platforms, Microsoft, Alphabet e Amazon apresentaram resultados no mesmo dia. Cada uma dessas empresas superou as expectativas em termos de lucro, mas as reações das ações contaram uma história diferente.
A Microsoft, por exemplo, não conseguiu dissipar as preocupações sobre a viabilidade de seu modelo de negócios baseado em licenças para a suíte Office. As ações caíram quase 4% na quinta-feira após a divulgação dos resultados. Esse resultado não foi uma grande surpresa, considerando que a Microsoft tem sido impactada pelo movimento de "venda de software", que também afetou outras empresas da lista de ações recomendadas, como a Salesforce. O comentarista Jim Cramer afirmou que não há necessidade de adquirir ações da Microsoft durante a queda, descrevendo o trimestre como "não alegre". No entanto, a empresa manteve uma perspectiva positiva para o crescimento do Azure, e as ações conseguiram recuperar parte das perdas de quinta-feira, adicionando 1,6% na sexta-feira.
As ações da Amazon subiram modestamente, 0,8%, na quinta-feira, apesar da força de seus resultados. O gigante do comércio eletrônico e da computação em nuvem alcançou sua maior margem operacional em todos os segmentos até o momento. O Amazon Web Services apresentou o crescimento mais acelerado em 15 trimestres. A previsão de preço para as ações foi elevada de $250 para $300, mantendo uma classificação de compra robusta. Na sexta-feira, as ações da Amazon subiram mais 1,2%, atingindo um fechamento recorde.
A Meta viu suas ações despencarem 8,55% na quinta-feira após a empresa elevar suas projeções de despesas de capital em $10 bilhões. As ações também perderam 0,5% na sexta-feira. O mercado não reagiu bem ao aumento das despesas, visto que a Meta já havia investido bilhões em inteligência artificial generativa, e os investidores questionaram se a empresa havia demonstrado resultados suficientes para justificar esses gastos. Diferente da Microsoft, Amazon e Alphabet, a Meta não possui uma oferta de nuvem pública. Apesar disso, Jim Cramer ainda acredita na liderança de Mark Zuckerberg e considera que a queda pós-resultados não é motivo para se desfazer das ações, visto que a empresa registrou seu melhor crescimento de receita em cinco anos, além de ter um desempenho notável em seu setor de anúncios.
Por outro lado, a Alphabet obteve resultados substanciais com seus investimentos em inteligência artificial generativa, o que fez com que suas ações subissem quase 10% após a divulgação dos resultados. Na sexta-feira, as ações subiram mais 0,2%. O reconhecimento de receita da Google Cloud cresceu 63% e a receita operacional desse segmento triplicou. Jim Cramer classificou a apresentação como uma "chamada extraordinária". A previsão de preço para as ações foi elevada de $350 para $400, e a classificação máxima foi reiterada. Nos relatórios de tecnologia de quarta-feira, a Alphabet foi classificada como a melhor, seguida pela Amazon e Microsoft, enquanto a Meta ficou em último lugar.
Resultados da Apple e a Economia
Na quinta-feira à noite, a Apple também divulgou resultados impressionantes, que resultaram em um aumento de mais de 3% nas ações na sexta-feira. A empresa de iPhones está agora a cerca de $6 de seu fechamento histórico de $286,19, registrado em 2 de dezembro.
Análise Econômica Geral
A última semana também trouxe a mais recente decisão de política do Federal Reserve, além de vários dados econômicos e comentários encorajadores de duas empresas que são constantes barômetros de gastos do consumidor: Visa e Mastercard. Esses dados pintaram um quadro relativamente resiliente da economia dos Estados Unidos, mesmo diante de incertezas geradas por conflitos bélicos.
O Banco Central anunciou na quarta-feira que as taxas de juros permaneceriam inalteradas, o que era amplamente esperado. Contudo, as declarações de Jerome Powell durante a coletiva de imprensa após a decisão trouxeram esperança. "O crescimento está realmente sólido em toda a nossa economia", afirmou Powell. "Parte disso é que os gastos do consumidor estão se mantendo bem." O desempenho da Visa no trimestre reforçou a perspectiva de Powell sobre a saúde do consumidor. O mercado frequentemente observa os resultados do setor financeiro como um indicador da saúde do consumidor, e o trimestre foi realmente positivo. A empresa de processamento de pagamentos superou as expectativas de lucros e receitas, com o CFO Christopher Suh afirmando que o volume de pagamentos nos EUA reflete "resiliência nos gastos do consumidor".
Um dia depois, o CEO da Mastercard, Michael Miebach, expressou uma opinião semelhante. "Observando o cenário macroeconômico, a base econômica continua geralmente favorável, com gastos saudáveis por parte dos consumidores e das empresas", comentou durante a teleconferência de resultados. Além disso, os dados sobre o mercado de trabalho, divulgados na quinta-feira, mostraram estabilidade, com novos pedidos de auxílio-desemprego caindo para o nível mais baixo desde 1969. Nesse mesmo dia, o Departamento de Comércio informou que o produto interno bruto do primeiro trimestre cresceu à taxa anualizada ajustada de 2%. Embora isso esteja abaixo das expectativas de crescimento de 2,2%, ainda é superior ao crescimento de 0,5% nos últimos três meses de 2022.
Fonte: www.cnbc.com