Visita do Primeiro-Ministro do Reino Unido à China
Engajamento com a China
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou nesta sexta-feira, 30 de junho, que seria imprudente para o país não se engajar com a China. Essa afirmação foi uma clara rejeição à opinião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia afirmado ser perigoso estabelecer negócios com Pequim.
Longevidade das Relações Comerciais
Starmer se juntou a um crescente número de líderes ocidentais que viajaram à China em busca de proteção econômica e geopolítica, diante da imprevisibilidade da administração Trump, fato que causou descontentamento no líder norte-americano. Recentemente, Trump ameaçou impor tarifas ao Canadá após o primeiro-ministro Mark Carney estabelecer acordos econômicos com a China.
Acordos Firmados
Após três horas de diálogos entre Starmer e o presidente Xi Jinping, ocorridos na quinta-feira, 29 de junho, foi alcançado um acordo para que a China reduza as tarifas sobre o uísque britânico e para a flexibilização das regras de visto. O Reino Unido também obteve avanços relacionados ao acesso ao mercado para o setor de serviços profissionais.
Entrevista à Imprensa
"Seria imprudente simplesmente dizer que vamos ignorar a China", afirmou Starmer em entrevista à BBC, realizada em Xangai. O primeiro-ministro destacou a visita recente do presidente francês Emmanuel Macron ao país asiático, além de uma viagem planejada pelo chanceler alemão Friedrich Merz.
Interesses Nacionais
Starmer enfatizou que "o fato de o Reino Unido ser o único país a se recusar a participar não seria do nosso interesse nacional". Essa declaração sublinha a importância das relações comerciais no cenário global.
Reação de Trump
Em Washington, respondendo a perguntas sobre a aproximação entre o Reino Unido e a China, Trump manifestou que "é muito perigoso para eles fazerem isso", embora não tenha fornecido mais detalhes sobre sua afirmação.
Relações com os EUA
Starmer reiterou que as relações entre o Reino Unido e os Estados Unidos são extremamente próximas. Ele destacou que Washington foi notificado sobre sua visita à China, demonstrando um esforço para manter a transparência nas relações bilaterais.
Planos de Trump
O próprio Donald Trump tem previsto uma viagem para a China em abril, o que pode indicar uma nova dinâmica nas relações entre os países.
Resposta da China
O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários em relação à declaração de Trump, o que pode indicar uma postura cautelosa em relação às questões levantadas.
Desafios do Governo Trabalhista
O governo trabalhista de centro-esquerda liderado por Starmer enfrenta dificuldades para cumprir as promessas de crescimento econômico desde que assumiu o poder em julho de 2024. Nesse contexto, a melhoria das relações com a China, que é a segunda maior economia do mundo, se tornou uma prioridade.
Avaliação da Visita
Starmer avaliou a visita como um "verdadeiro sucesso", especialmente no que diz respeito à abertura do mercado. Ele enfatizou, em seu último dia no país, que "temos uma delegação empresarial composta por 60 líderes, e basta passar cinco minutos com eles para perceber a diferença que isso fará para a nossa economia". Essa declaração reflete uma expectativa positiva sobre o impacto das novas relações comerciais na economia britânica.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


