Curva de Juros Futuros em Queda
A curva de juros futuros finalizou as negociações na terça-feira, dia 2, predominantemente em queda, mesmo com novas projeções que indicam que o mercado continua a considerar uma Selic terminal mais baixa.
Taxas de Depósito Interfinanceiro
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027, que corresponde a um prazo muito curto, apresentou uma redução de 4,5 pontos-base em relação ao ajuste anterior, encerrando em 14,160%, comparado a 14,205% anteriormente.
A taxa DI prevista para janeiro de 2029, representando um prazo médio, também registrou um fechamento em queda, terminando as negociações em 14,015%, frente ao valor de 14,060% do fechamento anterior, resultando, portanto, em uma redução de 4,5 pontos-base.
Por sua vez, a taxa DI referente a janeiro de 2036, que é de longo prazo, fechou o dia cotada em 14,070%, ligeiramente abaixo da taxa de 14,075% registrada no fechamento da última segunda-feira, dia 1º.
Títulos do Tesouro Norte-Americano
Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos seguiram o movimento da sessão anterior e encerraram o dia em queda. O yield do título de dois anos, que é especialmente sensível a alterações na política monetária, terminou a 4,043%, comparado a 4,051% do ajuste anterior.
Já o retorno do título com vencimento em dez anos, considerado referência para empréstimos imobiliários, financiamentos de veículos e dívidas de cartão de crédito, caiu para 4,443%, comparado ao ajuste anterior que estava em 4,477%.
Cenário Geopolítico e Expectativas Internas
Os investidores continuaram a acompanhar de perto a situação geopolítica com o impasse nas negociações e novas declarações controversas vindas de Washington e Teerã.
No contexto interno, o mercado continuou a repensar as expectativas quanto à trajetória dos juros, à medida que novos dados sobre a inflação surgiram.
Projeções de Selic
A Porto Asset atualizou sua projeção para a Selic, aumentando-a de 13,50% para 13,75% para o ano de 2026. O C6 Bank, por sua parte, manteve sua estimativa da taxa básica de juros em 13,50% até dezembro, mas agora com uma perspectiva de inflação mais alta.
As opções de Copom negociadas na B3 estavam precificando 74% de chance para um novo corte de 25 pontos-base na Selic em junho, em contraste com 24% de chance de manutenção da taxa em 14,50% e 1,2% de possibilidade de uma redução maior, de 50 pontos-base. Esse dado foi consolidado na data de ontem, dia 1º.
Reação às Tarifas dos EUA
Além disso, o mercado reagiu à nova ameaça de tarifas por parte dos Estados Unidos, o que elevou os prêmios em toda a curva de juros. Na noite do dia 1º, o governo Trump propôs uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após concluir que as práticas comerciais do Brasil eram injustas em várias áreas, englobando desde o comércio digital até questões relacionadas ao desmatamento ilegal.
Fonte: www.moneytimes.com.br