Taxas de DIs permanecem estáveis com IPCA-15 e redução das tensões geopolíticas

Taxas de DIs permanecem estáveis com IPCA-15 e redução das tensões geopolíticas

by Ricardo Almeida
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Curva de Juros Futuros

A curva de juros futuros encerrou as negociações nesta quarta-feira, dia 27, próxima da estabilidade, influenciada por dados do IPCA-15 que superaram as expectativas e um alívio nas tensões geopolíticas.

Taxas de Depósito Interfinanceiro

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, com vencimento em curto prazo, fechou inalterada em relação ao ajuste anterior, marcando 14,065%. Por outro lado, a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, finalizou as negociações em 13,830%, representando um aumento de 1,5 pontos-base em relação ao fechamento anterior, que era de 13,815%.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia em 13,985%, sendo uma alta de 4,5 pontos-base em comparação ao fechamento da última terça-feira, quando estava em 13,940%.

Mercado de Títulos do Tesouro Norte-Americano

Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos mostraram um movimento de queda, conforme estenderam a trajetória observada na sessão anterior. O rendimento do título de dois anos, que é considerado mais sensível à política monetária, terminou com uma taxa de 4,039%, comparado a 4,050% do ajuste anterior. O retorno do título de dez anos, usado como referência para empréstimos imobiliários, financiamentos de veículos e dívidas de cartão de crédito, caiu para 4,483%, em relação ao fechamento anterior, que era de 4,491%.

Cenário Geopolítico

O ambiente geopolítico continuou a ser um foco importante para os investidores. Durante a tarde, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou sobre um progresso nas discussões com o Irã que poderiam levar a um acordo. Ele afirmou: “Acho que houve algum progresso e algum interesse, e veremos nas próximas horas e dias se será possível fazer algum avanço” enunciou Rubio em uma reunião com o gabinete do presidente Donald Trump.

Declarações de Donald Trump

Nesta mesma linha, Donald Trump reiterou que o Estreito de Ormuz estaria “aberto a todos” e ressalvou que nenhum país controlará essa importante rota marítima, afirmando que a área constitui “águas internacionais”. No entanto, ele destacou que os Estados Unidos têm planos de “monitorar” o estreito e que, em um momento apropriado, Washington permitirá que os barcos na região avancem.

Trump também mencionou que “o Irã está determinado a alcançar um acordo. Os iranianos querem muito firmar um pacto”. Pela manhã, a televisão estatal do Irã divulgou que a Teerã havia elaborado um esboço não oficial de um memorando que estabeleceria um entendimento com os EUA. O texto sugeria a restauração do transporte comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra em um prazo de um mês, enquanto os Estados Unidos retirariam suas forças militares das proximidades do Irã e suspenderiam o bloqueio naval.

Entretanto, logo após essas declarações, a Casa Branca negou a veracidade do memorando. Diante dessas informações, os preços do petróleo voltaram a cair, posicionando-se abaixo da marca de US$ 100 por barril.

Cenário Doméstico

No cenário econômico nacional, o mercado revisitou as expectativas para a trajetória dos juros com base em novos dados de inflação. A prévia da inflação, representada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), apresentou um avanço de 0,62% em maio, superando as expectativas do mercado.

Esse dado indicou uma alta acumulada de 4,64% em 12 meses, ultrapassando o teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,5%.

Expectativas de Emprego

Além disso, o mercado aguardou informações sobre o mercado de trabalho. De acordo com projeções do sistema Projeções Broadcast, o Brasil deve apresentar uma criação líquida de 211.100 postos de trabalho com carteira assinada, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) de abril.

Perspectivas para a Selic

Quanto à taxa Selic, as opções de negociações do Comitê de Política Monetária (Copom) registradas na B3 indicavam 79% de probabilidade de um novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho. Por outro lado, havia 15,5% de chance da manutenção da taxa básica em 14,50% e 3,5% de possibilidade de uma redução de 50 pontos-base. Esses dados foram consolidados até a última terça-feira, dia 26, e representam as informações mais recentes disponíveis no mercado.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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