A Curva de Juros Futuros
A curva de juros futuros encerrou as negociações na segunda-feira (8) em uma forte alta, atingindo os máximos de um ano e estendendo os ganhos pela sexta sessão consecutiva, em um contexto de reprecificação da taxa básica de juros, a Selic.
Taxas de Depósito Interfinanceiro
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, registrou um aumento de 9 pontos-base, fechando em 14,520%, frente ao 14,430% do fechamento anterior, ocorrido na última sexta-feira (5).
Taxas de DI para 2029 e 2036
A taxa de DI para janeiro de 2029, que corresponde ao médio prazo, encerrou as negociações em 14,945%, apresentando um avanço de quase 14 pontos-base em relação aos 14,810% do fechamento anterior.
Por sua vez, a DI com vencimento em janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia em 14,710%, ante 14,695% do fechamento da última quarta-feira (3), o que representa um ganho de 1,5 pontos-base.
Mercado de Títulos do Tesouro Norte-Americano
O mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, também fechou com alta, refletindo a precificação de aumentos nos juros naquele país a partir do segundo semestre. O mercado demonstra preocupação com a inflação diante da continuidade do conflito no Oriente Médio e da escalada dos preços do petróleo.
Yield de Títulos do Tesouro
O yield do Treasury de dois anos, que é mais sensível à política monetária, finalizou as negociações a 4,166%, comparado aos 4,162% do ajuste anterior.
O retorno do título de dez anos, que serve como referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito, aumentou para 4,568%, em comparação com os 4,536% registrados na última sexta-feira (5).
Apostas de Elevação nos Juros nos Estados Unidos
O aumento das apostas sobre a elevação das taxas de juros nos Estados Unidos a partir do segundo semestre, juntamente com a deterioração das expectativas de inflação e o enfraquecimento do real em relação ao dólar, contribuiu para a reprecificação da trajetória da Selic.
Manutenção da Taxa de Juros no Brasil
Atualmente, a manutenção da taxa de juros passou a ser a aposta majoritária do mercado. Dados consolidados mais recentes, com data de referência da última sexta-feira (5), indicam que as opções do Comitê de Política Monetária (Copom) negociadas apresentavam 60% de chance de manutenção dos juros em 14,50% ao ano, na próxima decisão de política monetária marcada para 17 de junho. Isso representa um aumento em relação à probabilidade de 45,5% apresentada na atualização anterior.
Projeção da Selic e Boletim Focus
A expectativa de que a Selic possa ser elevada ao final do ano foi reforçada pelo Boletim Focus. Economistas consultados pelo Banco Central revisaram a projeção da taxa de juros, aumentando-a de 13,25% para 13,50% ao ano para o mês de dezembro.
Situação Econômica nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o mercado também conservou a expectativa de aumento das taxas de juros ainda neste ano. Essa expectativa se intensificou a partir de dados mais robustos do mercado de trabalho, em meio a um cenário caracterizado por inflação alta e juros igualmente elevados.
Na última sexta-feira (5), o payroll, que é considerado o principal relatório de emprego nos Estados Unidos, revelou a criação de 172 mil empregos em maio, superando significativamente as previsões do mercado. Economistas consultados pela Reuters estimavam a criação de apenas 85 mil vagas.
Expectativa de Aperto Monetário pelo Fed
No final da tarde, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma probabilidade de 54,1% para que o Federal Reserve (Fed) retomasse o aperto monetário na próxima decisão de política monetária, programada para outubro. Atualmente, a taxa de referência dos Estados Unidos se encontra na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
Fonte: www.moneytimes.com.br