Taxas dos DIs aumentam com fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã

Taxas dos DIs aumentam com fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã

by Ricardo Almeida
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Análise do Mercado Financeiro em 20 de Março

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) iniciaram a segunda-feira, 20, apresentando um aumento, em um dia que, até o momento, mostrava um desempenho negativo para os ativos de risco em todo o mundo. Isso se dá após o Irã ter fechado novamente o Estreito de Ormuz. Simultaneamente, os rendimentos dos Treasuries norte-americanos também registraram alta.

Taxas de Juros e Cotações

Às 9h12, a taxa do DI correspondente a janeiro de 2028 chegou a 13,345%, refletindo um aumento de 10 pontos-base em relação ao ajuste anterior, que foi de 13,247%. No que diz respeito à ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,48%, com uma elevação de 5 pontos-base comparado ao último ajuste de 13,426%.

No mesmo horário, observou-se que o rendimento do Treasury de dez anos, considerado como um parâmetro global para decisões de investimento, subia 2 pontos-base, alcançando 4,26%.

Foco no Cenário Internacional

Nesta segunda-feira, entre o intervalo do fim de semana e o feriado de Tiradentes no Brasil, o foco do mercado estava, mais uma vez, voltado para os acontecimentos internacionais. A situação do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã continua como um tema de grande atenção.

O presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou que representantes do país chegariam ao Paquistão na noite de segunda-feira para conduzir uma nova rodada de conversações com o Irã. Em meio a esse cenário, Trump fez uma ameaça de ataques a usinas de energia e pontes no Irã, caso Teerã não aceite um acordo que ponha fim ao conflito.

Resposta do Irã e Repercussões

O Irã, por sua vez, rejeitou o ultimato do presidente americano e anunciou sua decisão de se ausentar da segunda rodada de negociações. Além disso, também reafirmou o fechamento do tráfego de navios no Estreito de Ormuz, uma rota crucial pela qual circulam 20% do petróleo mundial. Vale destacar que o prazo para o cessar-fogo entre os EUA e o Irã se encerra na terça-feira.

Neste contexto, o preço do petróleo Brent voltou a subir, alcançando níveis próximos a US$ 95 por barril. Este aumento intensifica as preocupações a respeito dos impactos inflacionários que a guerra pode causar, especialmente em países como o Brasil.

Projeções Econômicas do Banco Central

No boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central, a mediana das estimativas dos economistas do mercado para a inflação em 2026 passou de 4,71% para 4,80%. Para 2027, a projeção aumentou de 3,91% para 3,99%. Em ambas as situações, as expectativas seguem se afastando do objetivo central de inflação almejado pelo Banco Central, que é de 3%.

Adicionalmente, os economistas ajustaram a expectativa para a taxa básica Selic ao final deste ano, que agora está estimada em 13,00%, ao invés de 12,50%. Para o fim de 2027, a previsão foi alterada de 10,50% para 11,00%. Na prática, isso indica uma percepção de que há menos espaço para cortes na Selic, atualmente estabelecida em 14,75% ao ano, devido às consequências da guerra.

Expectativas do Mercado sobre a Selic

Na última quinta-feira, com dados consolidados mais recentes, foi observado que as opções de Copom negociadas na B3 estavam precificando uma probabilidade de 78% para um corte de 25 pontos-base na Selic no final deste mês, enquanto apenas 12% das negociações indicavam a possibilidade de uma redução de 50 pontos-base. No dia 6 de abril, antes da interrupção do cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã, as probabilidades eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

O panorama econômico continua em evolução e as atitudes dos líderes globais, especialmente em relação ao Irã e sua política de petróleo, são fatores críticos que afetam o mercado interno e suas expectativas para a inflação e taxa de juros.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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