Dólar à Vista Registra Alta
O dólar à vista voltou a apresentar uma alta em relação ao real, influenciado pelos desdobramentos recentes no Oriente Médio, situação que está exercendo pressão sobre as cotações do petróleo no mercado internacional.
Encerramento das Negociações
Nesta terça-feira, dia 18, o dólar à vista finalizou as negociações cotado a R$ 5,2216, marcando uma alta de 0,40%.
Indicador DXY
Por volta das 17h, no horário de Brasília, o DXY, que é um indicador que compara a moeda americana a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, operava com uma leve alta de 0,09%, situando-se em 99,660 pontos.
Situação Geopolítica
Na esfera geopolítica, não há sinais de que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz entre os Estados Unidos e o Irã esteja sendo negociado. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira que não existem conversas em andamento com o Irã e que nenhuma reunião está prevista, enfatizando que o Estreito de Ormuz permanece aberto.
“Não há negociações ou conversas em andamento, nem agendadas, com a República Islâmica do Irã. O bloqueio naval permanece em pleno vigor e efeito. O Estreito de Ormuz está aberto e operacional. Todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas”, declarou Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
Posição do Irã
Por sua vez, o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou, em declarações veiculadas pela mídia estatal, que o Estreito permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições de um acordo provisório assinado com o Irã no mês de junho.
Cotação do Petróleo
Com o cenário global instável, as cotações do petróleo Brent para entrega em outubro apresentaram uma alta de 0,17%, fechando a US$ 91,02 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres.
Expectativa Sobre Juros nos EUA
O mercado de câmbio aguarda com expectativa um detalhamento mais aprofundado sobre a recente decisão de juros dos Estados Unidos, que manteve os Fed Funds em um intervalo entre 3,50% e 3,75%. Esse anúncio será informado na ata que será divulgada amanhã às 15h, também no horário de Brasília, pelo Federal Reserve (Fed), que é o banco central dos Estados Unidos.
Análise do Mercado
Na perspectiva do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, a saída contínua de capital estrangeiro da bolsa brasileira, somada à atual disputa eleitoral, é um fator que continua a pressionar a moeda brasileira, o real.
Fonte: www.moneytimes.com.br
